Abril de 2012
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"A nossa luta valeu a pena" – afirma Guizellini

     Ao avaliar o acordo firmado com o MINASPETRO, o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, afirmou que “os benefícios e as vantagens que passaram a integrar a nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria mostram que valeu a pena a nossa luta por melhorias para os trabalhadores”.
     Segundo ele, as conquistas do Sindicato para os empregados dos postos de combustíveis de Juiz de Fora e Região foram muitas, mas se destaca entre elas o valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados da empresa). É que os frentistas de Juiz de Fora e Região vão receber R$ 520,00, enquanto os outros frentistas de Minas Gerais receberam apenas R$ 480,00.
    Guizellini explica que esta diferença se deve ao fato de o SINTRAPOSTO ter lutado mais do que as outras entidades que representam os demais empregados dos postos de gasolina do Estado. “A verdade tem que ser dita: tais entidades fecharam acordo com o MINASPETRO em dezembro de 2011, depois de apenas   duas   rodadas   de   negociação com  o  Sindicato patronal,  enquanto nós,   do

O Chefe do Setor de Relações do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora, José Tadeu de Medeiros Lima (ao centro), mediando a reunião entre SINTRAPOSTO-MG (à direita, o presidente da entidade, Paulo Guizellini) e o MINASPETRO (à esquerda, o advogado do Sindicato patronal, Klaiston Soares de Miranda Ferreira), no dia 13 de abril, quando foi celebrada a nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
 
SINTRAPOSTO,  continuamos  lutando  e  só  fechamos  acordo com o MINASPETRO quando vimos que não tínhamos
mais  nenhuma possibilidade de conquistar mais melhorias para  os trabalhadores. Isso porque o acordo  firmado com o
Sindicato patronal pelas outras entidades enfraqueceu a nossa luta, já que o MINASPETRO passou a afirmar que só nos daria o mesmo que ele deu aos colegas das outras entidades” – conta o sindicalista.

     Mas ele ressalta que mesmo assim o SINTRAPOSTO ainda conseguiu conquistar outros benefícios e vantagens para os empregados dos postos de gasolina de Juiz de Fora e Região. Guizellini cita como outro exemplo disso (além da PLR, cujo valor de R$ 520,00 foi bem superior ao valor de R$ 480,00 recebido pelos outros frentistas de Minas Gerais) a definição de “salário de ingresso”, segundo a qual o empregado que já trabalhou em posto de combustíveis, em Minas Gerais ou em outro Estado, não poderá receber “salário de ingresso” ao ser admitido em posto de combustíveis localizado na base territorial do SINTRAPOSTOMG, mas sim o salário básico da categoria.
     Por estas e outras melhorias, o sindicalista assinala que “valeu a pena a categoria ter esperado alguns meses, pois agora, celebrada a nova Convenção, os trabalhadores representados pelo SINTRAPOSTO terão vantagens que os colegas do restante do Estado infelizmente não obtiveram”.
     Além disso, todos os empregados dos postos de combustíveis que vinham recebendo salários sem reajuste, ganharão o aumento salarial e receberão todas as diferenças salariais acumuladas desde 1º de O Chefe do Setor de Relações do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora, José Tadeu de Medeiros Lima (ao centro), mediando a reunião entre SINTRAPOSTO-MG (à direita, o presidente da entidade, Paulo Guizellini) e o MINASPETRO (à esquerda, o advogado do Sindicato patronal, Klaiston Soares de Miranda Ferreira), no dia 13 de abril, quando foi celebrada a nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria novembro de 2011, já que a Convenção tem efeito retroativo à data-base da categoria. “Isso chega a ser uma boa ‘bolada’, como se os trabalhadores tivessem feito uma caderneta de poupança para depósito do dinheiro correspondente ao reajuste salarial conquistado pelo Sindicato para eles” – ressalta Guizellini.
     Ele conta que “mais uma vez, foi muito difícil fechar acordo com o MINASPETRO, pois o Sindicato patronal ainda continua adotando a velha política de arrocho salarial”.
    Para que o acordo fosse fechado em definitivo, foram necessárias seis reuniões entre o MINASPETRO e o SINTRAPOSTO. Três ocorreram na sede do Sindicato patronal, em Belo Horizonte, e três em Juiz de Fora, sendo que duas delas foram realizadas na sede do Ministério do Trabalho nesta Cidade.

"1º de Maio é dia especial e marcante da luta histórica
e diária dos trabalhadores" – diz Silas

    Em entrevista ao "O Combate", o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora, Silas Batista da Silva, disse que o dia 1º de Maio “é uma data muito especial e importantíssima para os trabalhadores e as trabalhadoras de modo geral, pois assinala a luta histórica e diária da classe operária na busca de melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho”.
     Para Silas, “a importância do 1º de Maio está no fato de esta data marcar um dia de luta que foi consagrado pela História, para que a classe trabalhadora possa fazer uma avaliação, um balanço, relembrando as lutas, as ações, e verificando onde erramos, acertamos ou avançamos”.
    Segundo o sindicalista, “os avanços são gradativos e estão sempre em pauta, pois sempre estamos entre o ideal e o possível”. Em seguida, ele acrescentou: “Na época da Constituinte, por exemplo, lutávamos pela jornada de trabalho de 40 horas semanais. Não conseguimos isso, que era o ideal, mas conseguimos reduzir a jornada de 48 horas, então existente, para a atual jornada de 44 horas. Isso foi o possível naquela ocasião. Foi um avanço, mas não foi o ideal. Agora, o possível é a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais. Estamos lutando por isso no Congresso Nacional e havemos de conseguir mais esse avanço. Vale dizer que esse confronto entre o capital e o trabalho vai existir sempre”.

Silas Batista da Silva, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora.

     No entender de Silas, este ano, “a despeito de tudo o que está aí, na atual conjuntura, a classe trabalhadora até tem o que comemorar, como, por exemplo, o pleno emprego, maior número de registros em carteira de trabalho e outras medidas que foram tomadas, mas vale assinalar que tudo é conquistado com muita luta, inclusive dentro do Congresso Nacional. Nunca ganhamos nada de mão beijada”.
     De acordo com Silas, “todas as gerações de trabalhadores e trabalhadoras tiveram e terão de lutar sempre, e o 1º de Maio é o dia que marca esta luta”.
     Segundo o sindicalista, “o destino do movimento sindical é correr sempre em busca de melhores salários e melhores condições de vida e de trabalho para a classe operária, pois esta luta é constante, diária e cansativa. Por isso, a data de 1º de Maio tem que ser distinguida, para que essas bandeiras da classe trabalhadora estejam sempre em evidência. E a classe operária deve sempre aproveitar esse dia para comemorar as melhorias já conquistadas ao longo da História, mas também – e principalmente – assinalar sua disposição de lutar todos os dias no sentido de conseguir novos benefícios”.

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