Abril de 2013
página 2
 
 
Silas denuncia descaso do Governo com movimento trabalhista

    O presidente do Sindicato dos  Empregados no Comércio de Juiz de Fora, Silas Batista da Silva, em artigo de fundo publicado no boletim informativo da entidade, edição de março de 2013, acusa a presidente da República, Dilma Rousseff, de estar “com os olhos voltados mais à reeleição” e diz que ela “vem construindo um grande paradoxo político nos seus discursos”. Segundo ele, “a demagogia de que é um governo popular, em defesa dos trabalhadores, não passa de um blefe”.
     Para Silas, “o episódio da indicação do novo Ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), substituindo Brizola Neto (PDT) – depois de menos de um ano que tomou posse -, revela que as decisões estão voltadas mais para os interesses pessoais e políticos da presidente Dilma Rousseff do que para assuntos que interessam diretamente aos trabalhadores e à sociedade civil, o que vem preocupando Sindicatos, Centrais Sindicai s e Confederações de Trabalhadores”.
     O sindicalista salienta que “o atual ministro, Manoel Dias, foi indicação de Carlos Lupi, afastado do Ministério por denúncias de corrupção. No entanto, apesar das críticas, há de se considerar que o ex-ministro do Trabalho, Brizola Neto, estava colocando o Ministério em ordem, mas os interesses pessoais e políticos da presidente resultaram em sua saída. Com isso, estamos assistindo a um constante sucateamento do Ministério do Trabalho, que sempre foi  suporte para o movimento trabalhista, por conta deste troca-troca de ministros”.
     De acordo com Silas, “além do aspecto político, estas decisões políticas se refletem na economia do país, na medida em que ainda sobrecarregam a máquina do Governo, que já conta hoje com 39 ministérios, contra 34 do Governo Lula, 24 de Fernando Henrique Cardoso e 22 de Itamar Franco. E sem enxugar a máquina, os indicadores só podem refletir a situação do país, que não é tão boa quanto as propagandas institucionais que o Governo Federal insiste em passar à população. O desempenho econômico do país com o baixo índice do PIB, a inflação alta, a alta carga tributária e o descaso com o patrimônio público revelam um quadro preocupante. Estes indicadores estão na contramão do programa de governo prometido pela presidente Dilma, na época de sua eleição”.
     Finalizando, o líder dos comerciários de Juiz de Fora aponta a atitude que o movimento sindical deve tomar: “Cabe às lideranças sindicais se unirem e cobrarem posições mais efetivas do Governo no que diz respeito às pendências às questões trabalhistas, alertando a população que a situação econômica e política do Brasil só tende a se tornar cada vez mais desconfortável, afetando principalmente a classe trabalhadora”.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Sindicalista volta a aconselhar trabalhador
a não reagir a assalto

    O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, voltou a aconselhar o trabalhador a não reagir a assalto. “O frentista não deve reagir quando for abordado por ladrões, pois a reação a assalto é sempre muito perigosa” -  afirmou o sindicalista. Segundo ele, “o Sindicato sempre orienta o trabalhador a nunca reagir a assalto”.
     Conforme salientou Guizellini, qualquer funcionário de posto que for assaltado deve imediatamente chamar a Polícia para registrar a ocorrência e, posteriormente, comunicar o fato ao SINTRAPOSTO-MG, podendo fazê-lo pelos telefones 3216-3181 e 3213-7565, para que a entidade possa tomar as providências cabíveis.
     Ainda de acordo com o sindicalista, se as câmeras não estiverem ligadas ou funcionando a contento e o local de trabalho não apresentar iluminação adequada, o posto de gasolina poderá ser responsabilizado pela negligência
da empresa em providenciar a segurança do trabalhador em seu local de serviço. “Os dispositivos de segurança são importantes tanto para a proteção da integridade física dos trabalhadores como também para a proteção do patrimônio da empresa. Por isso, o próprio empresário do setor tem que ter interesse nesta questão” - frisou Guizellini.

Agressões em assalto podem gerar pagamento de indenizações a trabalhadores

    O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, informou que em caso de assalto a posto de combustíveis, havendo transtornos psíquicos ou agressões físicas ao trabalhador assaltado, e ficando comprovado o nexo causal (relação entre causa e efeito), o Departamento Jurídico do Sindicato vai acionar a empresa na Justiça. “Os casos de transtornos psíquicos (comprovado o nexo causal) ou agressões físicas a frentistas, em decorrência de assalto, são considerados acidentes de trabalho, sendo obrigatória a emissão de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), e podem gerar o pagamento de indenizações pela empresa ao trabalhador assaltado” - explicou Paulo Guizellini.
     Segundo ele, o Departamento Jurídico do SINTRAPOSTO está à  disposição dos trabalhadores de Juiz de Fora e da Região que tenham sido vítimas de assalto nos postos de gasolina em que trabalham ou trabalhavam. “Caso algum frentista da nossa Cidade ou da nossa Região tenha sido alvo de ladrões durante o seu trabalho, pode se dirigir à sede do Sindicato, na Rua Halfeld, nº 414, sala 609, Centro, Juiz de Fora, para ajuizamento de ação destinada a pleitear indenizações por danos morais, materiais e estéticos. O nosso Departamento Jurídico está à disposição de todos os trabalhadores” - assinalou Guizellini.

 
2011 © Direitos reservados Jornal O Combate    -    web por: GFT artes gráficas