Abril de 2015
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“O Combate”, jornal “do trabalhador para o trabalhador”, saúda a classe trabalhadora pelo transcurso do Dia do Trabalhador.
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 “Não é bom para o homem que coma e beba e que faça gozar a sua alma do bem do seu trabalho? Isto (...) vem da mão de Deus”. (Livro de Eclesiastes 2:24)

Estas palavras sagradas, pronunciadas pelo grande sábio Salomão num instante de inspiração divina, mostram que o trabalho é um direito sagrado do ser humano para garantir o seu próprio sustento e o de sua família, razão pela qual não pode ser negado a ninguém. Daí a grande necessidade da criação de postos de trabalho para que sempre haja empregos para todos.

Paralelamente a isso, é extremamente necessário que haja também, por parte dos governantes e dos empregadores, maior reconhecimento da grande importância do papel exercido pela classe trabalhadora no processo desenvolvimentista do nosso querido Brasil, de modo que sejam oferecidos salários mais dignos e melhores condições de vida e de trabalho a todos os trabalhadores, que constroem a cada dia a grandeza deste País.

Que este DIA DO TRABALHADOR seja proveitoso para um momento de meditação sobre esta mensagem com a qual queremos abraçar afetuosamente a todos os companheiros trabalhadores, especialmente os comerciários.

SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE JUIZ DE FORA

                                                                                                        A Diretoria

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“Que todo homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho: Isto é um dom de Deus.” (Livro de Eclesiastes 3:13)

     Com estas palavras sagradas, proferidas pelo grande sábio Salomão num momento de inspiração divina, revelando que o trabalho é um direito inalienável do ser humano, consagrado pelas Escrituras Sagradas, como também é uma necessidade básica de todas as pessoas, queremos cumprimentar fraternalmente toda a classe trabalhadora por ocasião do transcurso do DIA DO TRABALHADOR.
     Que todos nós - sindicalistas, governos, empregadores e o povo em geral - aproveitemos este dia dedicado aos trabalhadores para meditarmos profundamente sobre a grande importância da classe trabalhadora no processo de desenvolvimento do nosso País. E que haja maior reconhecimento por parte dos governos e dos empregadores acerca do importante papel desempenhado pelos nossos companheiros trabalhadores, que estão a merecer salários mais justos e melhores condições de trabalho.

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de
Serviços de Saúde de Juiz de Fora

Pela Diretoria
Anderson Stehling – Presidente

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Para Silas, a terceirização
“é a volta da escravidão”

     Em entrevista ao jornal “O Combate”, o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora, Silas Batista da Silva, afirmou que a campanha publicitária da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), defendendo a terceirização sem limite, é um sinal de que o PL 4330/2004 não é bom para os trabalhadores. “Quando a gente vê o grande interesse dos empresários, através da FIESP, no sentido de terceirizar, pode-se ter certeza de que isso nunca vai ser usado para melhorar a situação do trabalhador, mas sim estritamente para precarizar ainda mais o trabalho e explorar os trabalhadores, o que já acontece com as atividades-meio, sem usar as atividades-fim” – afirma o sindicalista, acrescentando em seguida: “Agora, você imagine o que vai acontecer nas atividades-fim, sem contar a desordem jurídica que vai ser criada por isso aí. Eles não têm noção disso. Evidentemente que os que entendem do assunto, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), muitos Tribunais de Justiça trabalhista, os auditores do Ministério do Trabalho que lidam com isso, todos são radicalmente contra, porque sabem que qualquer terceirização representa precarização do trabalho e perda de direitos trabalhistas”.

     Silas assinala que “a terceirização das atividades-meio está aí cheia de problemas, tais como atrasos de pagamento de salários, existência de muitas ‘empresas fantasmas’ que quebram de uma hora para outra, da noite para o dia, deixando o trabalhador a ver navios, com descumprimento de todos os direitos trabalhistas”. E acrescenta: “Isso com uma parcela ínfima dos trabalhadores, já que as atividades-meio envolvem um número pequeno de trabalhadores em comparação com as atividades-fim, que evidentemente envolvem um número infinitamente maior de trabalhadores. Imagine, então, a terceirização das atividades-fim. Pergunto: hoje nós teríamos empresas capazes para terceirização da atividade-fim de todo ramo do comércio? É evidente que não. Elas vão ser criadas e patrocinadas por quem tem interesse nisso. E evidentemente a gente já sabe quem é que tem interesse nisso e o que vai acontecer”.

     Para Silas, “a votação desse projeto exatamente às vésperas do Dia do Trabalhador representa mais um golpe contra a classe trabalhadora”. Segundo o sindicalista, “trata-se de mais um presente de grego para o trabalhador”.

     Mas Silas acredita que no Senado, para onde o projeto vai após ser aprovado pela Câmara, existe possibilidade de rejeição. “Felizmente, nós ainda temos uma luz no fim do túnel, que é o Senado, onde nós temos um defensor implacável dos trabalhadores, o respeitadíssimo senador Paulo Paim, que certamente vai fazer tudo para essa coisa não passar lá”.

     Após salientar que “qualquer terceirização de atividade-fim, por menor que seja, significa precarizar mais ainda o trabalho e tirar direitos do trabalhador”, Silas pergunta: “já que os empresários alegam que não vai acontecer nada e que a terceirização vai melhorar a situação do trabalhador, então, por que terceirizar? Por que em vez de terceirizar, eles não tratam de primeirizar? Sim, é preciso primeirizar, que é exatamente tratar dos trabalhadores que estão nas atividades-fim, melhorando e respeitando os direitos trabalhistas e as condições de trabalho daqueles que estão na linha de frente das atividades principais das empresas”.

     Silas lembra que as estatísticas mostram que nas atividades-meio já terceirizadas ocorrem muito mais acidentes de trabalho do que nas atividades-fim. “Quando se faz um levantamento, pegando todos os indicadores de acidentes de trabalho no Brasil, hoje, quando só é permitida a terceirização das atividades-meio, logo se vê que todos os indicadores são muito mais penosos nas atividades-meio já terceirizadas, em detrimento dos trabalhadores, pois o número de trabalhadores mortos nas atividades-meio já terceirizadas é muito grande e infinitamente maior do que o número de trabalhadores mortos nas atividades-fim. Então, a terceirização sem limite, envolvendo também as atividades-fim, só vai piorar a situação dos trabalhadores. O que os empresários querem, na verdade, é explorar mais ainda os trabalhadores. Então, nós vamos voltar lá no tempo anterior ao 13 de maio de 1888, ou seja, voltaremos à escravidão” – afirma o sindicalista.  

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