Abril de 2015
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Abastecer o veículo após o acionamento da trava de segurança da bomba do posto de gasolina acarreta sérios prejuízos à saúde dos frentistas, ao meio ambiente e aos veículos abastecidos
ASSASSINO SILENCIOSO
Sindicato quer que “encher o tanque até a boca” seja proibido em MG e vai iniciar campanha de combate a esse “mau hábito” que pode causar até a morte de frentistas

     Encher o tanque até a boca é um costume antigo nos postos de combustíveis na hora de se abastecer um veículo. Mas esse costume, aparentemente inofensivo, está sendo chamado de “ASSASSINO SILENCIOSO” porque pode até levar à morte muitos frentistas, sem que ninguém perceba. É um perigo que não provoca qualquer alarde, nenhum barulho. Pelo contrário, o silêncio é completo. E quando o frentista começa a sentir as consequências dos males causados por esse “assassino silencioso”, já é tarde, o frentista já está contaminado, ficando com a saúde abalada e correndo sério risco de morte.

     O alerta é da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), que publicou um estudo mostrando que a intoxicação proveniente do benzeno causa efeitos como alucinação, taquicardia, distúrbio da palavra, pulso débil e depressão. Tais efeitos podem evoluir para coma e até morte. Os frentistas dos postos de combustíveis são os maiores prejudicados, pois estão constantemente expostos aos gases nocivos ao organismo. 

     Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o tanque de combustível completamente cheio libera benzeno, substância encontrada na gasolina e considerada cancerígena.

     O benzeno, quando vaporizado no ambiente, penetra no organismo pelas vias respiratórias, cai na corrente sanguínea e depois se oxida no fígado. 

     Além de prejudicar a saúde dos frentistas, o hábito de se encher o tanque até a boca causa danos também ao veículo.

     De acordo com os manuais de automóveis vendidos no Brasil, o volume máximo de combustível permitido em um tanque, para que não cause danos aos veículos, não é até a sua capacidade máxima, mas sim até o travamento da bomba. 

     Os carros fabricados no Brasil estão equipados com um recipiente chamado cânister, filtro de carvão que absorve os vapores do combustível. Quando o frentista aciona mais do que a capacidade do tanque, o combustível se acumula nos dutos e encharca o cânister, que deixa de cumprir sua função. O excesso de combustível atrapalha o gerenciamento eletrônico do motor e o cânister molhado libera pequenas partículas de carvão no combustível, produzindo, assim, falhas no motor.

     Segundo os especialistas, completar o tanque só até o desarme automático (quando a própria bomba de abastecimento se desliga automaticamente) diminui a exposição do frentista e do motorista ao benzeno, bem como evita danos ao veículo e ao meio ambiente.

     Por isso, o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG vai iniciar nos próximos dias uma campanha destinada a combater o costume de se encher o tanque até a boca. A campanha vai buscar a conscientização popular, chamando a atenção para a importância de se completar o tanque só até o desarme automático.

     O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, informou que a entidade vai distribuir panfletos orientando os frentistas e os motoristas sobre os perigos representados por esse “assassino silencioso”. Segundo o sindicalista, o objetivo da campanha “é combater o costume de se encher o tanque até a boca sensibilizando esses trabalhadores e os condutores de veículos para a importância e a necessidade de se acabar com essa atitude tão nociva”.

     Tendo em vista que essa prática já é proibida por lei em vários Estados, Guizellini quer que esse costume seja proibido também em Minas Gerais. Segundo ele, “o Sindicato vai buscar apoio da Assembleia Legislativa mineira para que seja criada uma lei que proíba neste Estado o mau hábito de se encher o tanque até a boca”.

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Filho do diretor do jornal “O Combate” entre os homenageados
Câmara homenageia PMs que se destacaram no combate ao crime
Os policiais homenageados ao lado de seus familiares e vereadores logo após a
solenidade de entrega do certificado “Moção de Aplauso"

No dia 17 de Abril, os policiais militares cabo Ronnie de Oliveira, cabo Fabiano Moreira Nunes, soldado Ronalson Rodrigues da Silva e cabo João Batista de Medeiros Júnior (este, filho do diretor do jornal “O Combate”, João Batista de Medeiros) foram homenageados na Câmara Municipal de Juiz de Fora. Através de requerimento do vereador Oliveira Tresse, aprovado pelo Plenário, os militares receberam do Legislativo o certificado “Moção de Aplauso” em reconhecimento à sua atuação no cumprimento de seu dever em prol da comunidade no ano de 2014.

     Durante a solenidade, foi destacado por Oliveira o importante trabalho realizado com excelência pelos militares comprometidos com a missão de prevenir crimes e reprimi-los qualificadamente quando necessário na área da Septuagésima Companhia da Polícia Militar.

     Também foi homenageado o cabo Charles Garcia Marcharet, pelo seu trato e profissionalismo para com o cidadão.

      Era visível a satisfação dos militares ao receberem os certificados.

  O cabo Fabiano Moreira Nunes, policial mais antigo dentre os presentes, falou em nome dos homenageados e destacou a importância da Polícia Militar na prevenção e no combate ao crime, trabalhando em conjunto com a sociedade. Disse também o quanto é bom se sentir reconhecido: “Isso nos dá uma sensação de dever cumprido mesmo diante das dificuldades que se antepõem ao nosso caminho. Ser policial militar está no sangue e ainda temos muito a fazer na nossa luta contra o crime” - assinalou Fabiano. 

  Atitudes como essa da Câmara Municipal, reconhecendo o valor dos policiais no cumprimento de sua difícil e perigosa missão, deveriam ser mais recorrentes, pois esses profissionais muitas vezes dão a vida em prol de pessoas que nem conhecem.

Durante a solenidade na Câmara Municipal de Juiz de Fora, o cabo e acadêmico de Direito João Batista de Medeiros Júnior, filho do diretor do jornal “O Combate”, recebendo do vereador Oliveira Tresse o certificado “Moção de Aplauso”
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