Abril de 2016
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O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (à direita), junto com frentistas em um posto
 de gasolina em Barbacena. (Foto: Arquivo “O Combate”)

      Não é só a violência de muitos assaltantes que está levando perigo aos postos de combustíveis e pondo em risco a integridade física dos trabalhadores desse setor e dos motoristas que abastecem seus veículos.

     Há outro elemento também muito perigoso que está ameaçando a saúde dos frentistas e dos motoristas, podendo levá-los até a morte. E sem causar qualquer alarde, nenhum barulho. Pelo contrário, o silêncio é completo. Por isso, ele está sendo chamado de “assassino silencioso”.

     Trata-se do antigo costume de se abastecer o veículo após o acionamento da trava de segurança da bomba do posto de gasolina. Isso acarreta sérios prejuízos à saúde dos frentistas e dos motoristas que abastecem veículos, bem como ao meio ambiente e aos veículos abastecidos.

     Desde abril do ano passado, o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG vem combatendo esse “assassino silencioso”. E como essa prática já é proibida por lei em vários Estados, o SINTRAPOSTO-MG quer que o costume de “encher o tanque até a boca” seja proibido também em Minas Gerais. Para isso, a entidade está buscando apoio da Assembleia Legislativa deste Estado.

     Em Juiz de Fora, a luta do Sindicato neste sentido já está produzindo bons frutos. É que a Câmara Municipal aprovou na terça-feira, dia 19 de abril, em segunda discussão, o projeto de lei que determina o abastecimento de veículos só até o limite do dispositivo automático de segurança (ver matéria na página 2). A proposta é de autoria do vereador José Emanuel (PSC), que a aperfeiçoou através de emendas apresentadas em conjunto com o vereador José Laerte (PSDB). 

     O presidente do Sindicato, Paulo Guizellini, informou que a entidade vai desenvolver uma campanha de conscientização popular com o objetivo de orientar os frentistas e os motoristas sobre os perigos representados por esse “assassino silencioso”.

·       “O Combate” vai publicar reportagem especial sobre o assunto no próximo mês. Não percam.

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Silas Batista da Silva, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de JF

      Em entrevista ao jornal “O Combate”, o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora, Silas Batista da Silva, disse que o dia 1º de Maio “é uma data muito especial para os trabalhadores e as trabalhadoras de modo geral, pois assinala a luta histórica e diária da classe operária na busca de melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho”.

     Segundo o sindicalista, “não temos muito o que comemorar, mas é de fundamental importância que tenhamos o 1° de maio para marcar a nossa luta e as conquistas que já tivemos ao longo da história”.

     De acordo com Silas, “o Dia do Trabalhador serve para o movimento trabalhista mostrar as lutas que já tivemos e ainda teremos para conseguir e para manter os direitos e as vantagens dos trabalhadores”.

     No entender de Silas, este ano, “o povo brasileiro de modo geral não tem o que comemorar, pois o País está como um barco à deriva, os indicadores econômicos são os piores possíveis, a inflação está alta, a classe trabalhadora e até mesmo o setor empresarial estão em situação muito difícil, a descredibilidade do País é total, a falta de investimentos faz com que o País não cresça, enfim, estamos todos sofrendo esta crise terrível, sem que haja uma perspectiva de melhora ou uma luz no fim do túnel para a gente melhorar”.   

     Finalizando, Silas arremata: “Dizem que a atual conjuntura é uma das piores que o País já viveu, eu acho que não é das piores, mas sim a pior de todas”.

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