Agosto de 2015
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Trabalhadores já podem apresentar ao SINTRAPOSTO sugestões para campanha salarial

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o 2º, da esquerda para a direita, na foto do Arquivo do jornal “O Combate”), em um posto de combustíveis de Juiz de Fora, informa aos frentistas que eles já podem apresentar sugestões para a campanha salarial da categoria.

     A data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho) dos empregados dos postos de combustíveis de Minas Gerais é 1º de novembro, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, que representa esses funcionários nesta Região, já está realizando movimentações e articulações com vistas à campanha salarial da categoria.

     Segundo o presidente da entidade, Paulo Guizellini, o SINTRAPOSTO já está recebendo propostas e sugestões dos trabalhadores para a campanha salarial, que vai começar dentro em breve. “Os companheiros trabalhadores já podem e devem apresentar ideias para a nossa luta por melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para a nossa laboriosa classe profissional. Todas as propostas dos trabalhadores serão muito bem recebidas por nós” – destaca o sindicalista.

     As sugestões dos trabalhadores representados pelo SINTRAPOSTO podem ser feitas na sede da entidade, na Rua Halfeld, nº 414, sala 609, Centro, Juiz de Fora (MG), ou pelos telefones (32) 3216-3181 e 3213-7565 ou pelo e-mail da entidade (sintrapostomg@gmail.com) ou pelo site deste jornal (www.ocombate.com.br), clicando no espaço “FALE CONOSCO” (na página inicial do site, no canto superior, à esquerda).

     De acordo com Guizellini, as ideias que forem apresentadas ao Sindicato até no dia da Assembleia Geral da categoria serão estudadas pela entidade e aproveitadas durante a elaboração da pauta de reivindicações a ser examinada pela assembleia.

     Se aprovadas pela assembleia, elas serão incluídas na minuta a ser encaminhada ao Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO) por ocasião da negociação coletiva, que deverá começar em novembro, para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

     E se forem aprovadas também durante o processo negocial a ser realizado entre o SINTRAPOSTO e o Sindicato patronal, as sugestões apresentadas pelos trabalhadores serão inseridas na Convenção Coletiva de Trabalho da classe, adquirindo, assim, força de lei. Mas isso só a partir do momento em que for celebrada a nova Convenção, quando então os trabalhadores dos postos de combustíveis terão novos salários e outros benefícios que deverão ser conquistados pelo SINTRAPOSTO na mesa de negociações com a entidade patronal.

Frentistas estão até pedindo demissão. Mas Guizellini alerta: “Compareçam, antes, ao Sindicato”

     Para o presidente do SINTRAPOSTO-MG, “enquanto o Sindicato patronal e as instituições responsáveis pela segurança pública não tomarem medidas concretas e eficazes para conter essa onda de assaltos, a integridade física dos frentistas, transeuntes e clientes dessas empresas vai continuar desgraçadamente ameaçada”.

        Paulo Guizellini ressaltou que “a insegurança nos postos de gasolina, principalmente à noite, por causa da onda de assaltos, tornou-se tão grande que alguns frentistas estão até pedindo demissão do emprego, com receio de serem vítimas de um mal maior, pois só não houve ainda morte de frentista em assalto a posto porque eles ainda estão tendo muita sorte, apesar de tudo”. Em seguida, Guizellini alertou: “Mas se os donos de postos de combustíveis e as autoridades responsáveis pela segurança pública não tomarem urgentemente providências capazes de conter essa onda de assaltos, daqui a pouco vamos começar a ver isso no noticiário local, desgraçadamente, porque os frentistas estão constantemente em perigo, correndo sério risco de morte por causa do aumento vertiginoso do número de assaltos a postos de gasolina”.

     Por isso, o sindicalista alerta os frentistas: “Não peçam demissão do emprego sem antes comparecerem ao Sindicato para que seja examinada pelo Departamento Jurídico da entidade a possibilidade de ajuizamento de ação trabalhista pedindo a rescisão indireta do contrato de trabalho. Através do nosso Departamento Jurídico, frentistas assaltados já conseguiram isso na Justiça do Trabalho”.

     Guizellini considera extremamente importante a realização de um trabalho de parceria entre as autoridades, como a Polícia Militar, por exemplo, e os Sindicatos (o trabalhista e o patronal), com o propósito de evitar que novos assaltos aterrorizem os trabalhadores e prejudiquem os postos de combustíveis.

     Pedindo providências à classe patronal e às instituições responsáveis pela segurança pública, Guizellini reafirmou a necessidade da adoção urgente de uma série de medidas eficientes e eficazes para inibir a ação de bandidos e potencializar a segurança nos postos de gasolina da Cidade.

  
Sindicato dos trabalhadores já fez e continua fazendo a sua parte

     O presidente do SINTRAPOSTO-MG disse que o Sindicato dos trabalhadores já fez e continua fazendo a sua parte. “Já promovemos diversas reuniões com o Sindicato patronal e com representantes da Polícia Militar, Polícia Civil e até da Polícia Rodoviária Federal para abordagem do assunto, na sede da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora e na Câmara Municipal desta Cidade. Já conseguimos até uma lei que proíbe o uso de capacete nos postos de combustíveis de Juiz de Fora para inibir assaltos a esses estabelecimentos. Infelizmente, porém, muitos postos ainda não estão cumprindo essa lei. Já elaboramos e encaminhamos ao Sindicato patronal uma minuta propondo a adoção de várias medidas preventivas de segurança. Agora mesmo, inclusive, no encontro quadrimestral que tivemos com o MINASPETRO, no dia 24 de junho, voltamos a propor medidas de segurança contra os assaltos que vêm aterrorizando os postos de combustíveis de Juiz de Fora, mas a resposta do Sindicato patronal mais uma vez foi negativa. Pelo visto, todo o nosso esforço no combate a esses crimes está sendo em vão, já que a onda de ocorrências desse tipo tem sido terrível e assustadora, sendo que o número de assaltos a postos em Juiz de Fora só vai crescendo, e de maneira alarmante” – afirma Paulo Guizellini.     

     Para o sindicalista, “esses dados são altamente preocupantes, pois se a escalada da violência contra frentistas continuar nesse ritmo acelerado e alarmante, teremos no final deste ano um horroroso crescimento no índice de assaltos a postos de combustíveis”.

     Segundo Guizellini, “o pior é que esses dados mostram apenas as ocorrências registradas, mas a verdade é que acontecem outros assaltos que não são registrados porque nem sempre a Polícia é chamada para registrar a ocorrência”.

     Ele salienta que “evidentemente os mais atingidos pelos assaltos são os frentistas, pois correm sério risco de perder a saúde física e mental, sofrendo agressões físicas e transtornos psíquicos, podendo perder até a vida, enquanto os donos de postos perdem apenas bens materiais, porque eles não estão lá, na linha de frente, para enfrentar os bandidos”.

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