Dezembro de 2013
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Agora, frentistas vão ao Ministério do Trabalho. E podem ir também à Justiça.

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o primeiro à esquerda), ao lado do diretor do Sindicato, Luiz Geraldo Martinho, participando da 6ª rodada de negociação com a Comissão Negociadora do MINASPETRO (à direita), na sede do Sindicato patronal, em Belo Horizonte, no dia 9 de dezembro.

     Diante da dificuldade de acordo na negociação direta com o MINASPETRO, já que, segundo Guizellini, “os frentistas não têm como aceitar as propostas indecentes, humilhantes e revoltantes apresentadas pelo Sindicato patronal, que insiste em arrochar cada vez mais os salários da categoria”, os representantes dos trabalhadores resolveram não mais marcar nova reunião de negociação direta com o MINASPETRO na sede do Sindicato patronal e agora vão pedir a mediação do Ministério do Trabalho e Emprego. Assim, será realizada em janeiro uma reunião na sede daquele órgão, em Belo Horizonte, para realização da sétima rodada de negociação.
     Se, contudo, não houver acordo, a representação dos frentistas não descarta a possibilidade de, além da greve, também suscitar dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, sediado na Capital mineira, para que a Justiça solucione o problema que está impedindo que os empregados dos postos de combustíveis de Minas Gerais recebam novos valores de salário, PLR e cesta básica de alimentos. “Esperamos que não haja necessidade de recorrermos à Justiça, mas se o Sindicato patronal continuar irredutível em sua proposta de arrocho salarial, não teremos outra saída senão o dissídio, quando, então, vamos provar judicialmente que os postos de combustíveis de Minas Gerais têm condições, sim, de pagar salários mais condizentes com as necessidades dos trabalhadores, pois possuem margem de lucro suficiente, e até folgada, para isso” – assinala Guizellini. Em seguida, ele acrescenta: “Eu comecei a trabalhar como frentista em posto de combustíveis em 1974 e me recordo bem que naquela época, em todo o Estado de Minas Gerais, cada dono de posto de gasolina, geralmente, não tinha mais de um posto, enquanto hoje cada dono de posto possui três, quatro, cinco e até mais postos de gasolina. Ora, isso prova que o negócio é ótimo, proporcionando lucros fabulosos aos proprietários desses estabelecimentos”.
     O sindicalista afirma que os postos lucram muito com a majoração dos preços dos combustíveis: “Sempre que os preços dos combustíveis sobem nas usinas, os postos de combustíveis também aumentam imediatamente esses produtos, e geralmente até mais do que o reajuste das usinas. Agora mesmo, por exemplo, o governo autorizou um reajuste de 4% para as usinas, mas os postos de combustíveis já aumentaram os produtos em mais de 8%, conforme podemos verificar nesses estabelecimentos e também nos noticiários dos jornais, rádio e televisão. Isso é uma realidade inegável, os donos dos postos podem negar isso quantas vezes eles quiserem, mas nunca vão conseguir convencer ninguém, porque a realidade está aí, à vista de todos”.
     Segundo Guizellini, os postos nunca reduzem os preços dos combustíveis. “A realidade mostra que sempre que os preços diminuem nas usinas, os postos de combustíveis não reduzem seus preços de jeito nenhum, jamais. E vale lembrar que quando o governo reduziu a carga tributária dos postos de combustíveis para que eles reduzissem também os preços dos combustíveis, eles não reduziram coisa nenhuma. Os postos só sabem lucrar, lucrar, lucrar, muito e cada vez mais” – salienta o sindicalista.
     Para Guizellini, a margem de lucro dos postos aumentou muito com o aumento da vendagem dos combustíveis. “Todo mundo sabe que a frota de veículos em circulação nas ruas aumentou muito nos últimos anos. Dados do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) revelam que a frota de carros particulares subiu 85% nos últimos dez anos, ou seja, quase dobrou. E com o aumento vertiginoso da frota de veículos, é lógico que aumentou também vertiginosamente a vendagem de combustíveis, e, assim, aumentou também, consequentemente, os lucros desses empresários, sem contar os ótimos lucros que as lojas de conveniência também lhes propiciam” – destaca o sindicalista.
     Entretanto, ele enfatiza que não é contra o faturamento dos postos. “Não tenho nada contra o fato de essas empresas obterem lucros fabulosos, desde, é claro, que elas não explorem o suor de seus empregados. Só que esses empresários, em vez de concederem reajustes salariais justos e dignos a esses trabalhadores, em reconhecimento ao fato também inegável de que os frentistas, derramando o seu suor todos os dias nos postos, proporcionam lucros fabulosos a esses empresários, o que eles fazem é exatamente o contrário, ou seja, tentam impor mais arrocho salarial aos trabalhadores, o que nós não podemos e não vamos admitir de maneira alguma” – assegura o sindicalista.
     Exemplificando, Guizellini arremata: “Só para se ter uma ideia do arrocho salarial imposto pelo MINASPETRO aos empregados dos postos de combustíveis neste Estado, cabe lembrar algumas diferenças absurdas e injustificáveis entre salários de frentistas neste País. Enquanto em Minas Gerais o valor do salário-base do frentista é de apenas R$ 730,80, no Estado de São Paulo o valor do salário-base do frentista é de R$ 860,00, além do tíquete-refeição no valor de R$ 11,00. No Rio de Janeiro (capital), o salário-base do frentista é de R$ 918,25; e em Londrina (PR), é de R$ 834,42, além do tíquete-refeição no valor de R$ 11,70. Estes números provam inegavelmente que o MINASPETRO arrocha mesmo os salários dos frentistas de Minas Gerais”.

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“...E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo; ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados”.
(O Evangelho segundo Mateus 1:20-21)

Com esta mensagem, queremos abraçar afetuosamente todos os companheiros trabalhadores que ajudam a construir, com o seu trabalho, o progresso do País e a grandeza da Nação. E queremos também agradecer a todos que, de uma ou de outra maneira, contribuíram durante o ano de 2013 para o fortalecimento da nossa categoria.
A todos, um Natal e Ano Novo de muito amor e paz.


São os sinceros votos do
Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG

Paulo Guizellini - Presidente
Diretores e funcionários

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Que este findar de ano seja momento de realizações e, principalmente, momento de renovarmos a Esperança, a Fraternidade, o Amor, baseando-nos no exemplo do grande Mestre Jesus Cristo.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!
São os sinceros votos do
Sindicato dos Empregados nos Sindicatos e nas Entidades de Representações de Classe de Juiz de Fora (SESERC-JF)


MÁRCIO LUIZ DE OLIVEIRA
Presidente
e demais Diretores

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