Dezembro 2017
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Para líder dos comerciários, “reforma trabalhista” não passa de “desmonte dos direitos dos trabalhadores”

     Em entrevista ao jornal “O Combate”, o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora, Silas Batista da Silva, falou da Lei nº 13.467/2017, chamada de “reforma trabalhista”, cuja vigência completou um mês no dia 11 de dezembro, e avaliou o acordo recentemente fechado com o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora - SINDICOMÉRCIO-JF (Sindicato patronal), ocasião em que foi celebrada a nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

     A data-base dos comerciários é 1º de outubro e o novo valor do piso salarial da classe, que é a garantia mínima, é de R$ 1.088,00.

     Silas disse que o processo de negociação, a exemplo dos anos anteriores, foi muito difícil e desgastante, com o Sindicato enfrentando grandes dificuldades para conseguir ganho real para os trabalhadores.

      O Combate: Após um mês da vigência da chamada reforma trabalhista, qual a avaliação que você faz dessa nova lei?

      SILAS: Primeiramente, temos que mudar o nome dessa lei, porque realmente não houve uma reforma, mas sim um desmonte dos direitos dos trabalhadores. Num curto espaço de tempo, a gente já tem uma insegurança jurídica tremenda. E o bordão que o governo deu é que essa lei viria para dar segurança jurídica e melhorar a relação capital-trabalho. Mas nós não temos dúvida nenhuma de que isso vai virar uma babel ainda muito grande nos meios trabalhistas, empresariais, judiciais, etc., porque essa lei não foi discutida e debatida como deveria.

      O Combate: Embora ainda não estivesse em vigor quando da negociação coletiva dos comerciários, ela influiu de alguma forma no processo negocial?

      SILAS: Evidentemente que todos que negociaram nesse período que antecedeu o início da vigência dela (os quatro meses) já tiveram os reflexos desse desmonte que está aí, porque os empresários já tinham conhecimento da libertinagem que o governo deu para eles fazerem tudo o que bem entendem, colocando evidentemente o trabalhador na mão dos empresários. Então, teve uma influência, sim, teve uma dificuldade maior, com certeza.

      O Combate: Não tem havido uma grita geral das entidades sindicais contra essa nova lei. Você tem alguma explicação para isso?

      SILAS: Não. A explicação é que o segmento trabalhista age preventivamente lá no Congresso. Só que isso tramitou como relâmpago em todas as Comissões. Os representantes dos trabalhadores (Federações, Confederações, Centrais Sindicais, etc.) não foram recebidos, não foram ouvidos. Fizeram a coisa à revelia do movimento sindical. A pretensão do Congresso Nacional é extinguir mesmo os Sindicatos da vida do trabalhador, deixando os trabalhadores à mercê do capital.

      O Combate: E com relação à negociação coletiva dos comerciários neste ano, como foi o processo negocial?

      SILAS: Foi uma negociação difícil, mas conseguimos um reajuste que, num primeiro momento aos olhos do trabalhador, não pareceu uma grande coisa, mas para uma inflação de 1.8% ou 1.70 e poucos por cento, nós conseguimos um reajuste de 3%, o que é uma coisa muito difícil de conseguir. Sim, é muito difícil conseguir um reajuste com ganho real nessa proporção que nós conseguimos. Todos nós sabemos que o INPC não reflete a inflação real que aí está, mas dentro das regras do jogo, eu acho que foi um índice possível de se conseguir.



“... O anjo, porém, lhes disse: Não temais,
porquanto vos trago novas de grande alegria
que o será para todo o povo: é que vos
nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador,
que é Cristo; o Senhor”.


(Evangelho de Lucas 2:l0-11)

     Eis a mensagem com a qual queremos enviar o nosso abraço fraterno a todas as pessoas que neste momento festejam o Natal do Filho de Deus.

     Ao findar mais um ano, desejamos agradecer a todos que colaboraram, de uma ou de outra maneira, para o fortalecimento da nossa laboriosa categoria profissional.

     Queremos agradecer especialmente aos nossos companheiros comerciários que estiveram ao nosso lado no decorrer do ano de 2017, lutando por melhores salários e melhores condições de vida e de trabalho.

   A todos, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo. São os sinceros votos do

SINDICATO DOS EMPREGADOS
NO
COMÉRCIO DE JUIZ DE FORA

Silas Batista da Silva
Presidente

Diretores e funcionários

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