Fevereiro de 2012
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Campanha salarial dos frentistas
IMPASSE NA 4ª REUNIÃO APONTA PARA GREVE

Flagrante da 4ª reunião entre o SINTRAPOSTO-MG e o MINASPETRO. Da esquerda para a direita: Paulo Guizellini, presidente
do SINTRAPOSTO-MG; Luiz Geraldo Martinho, Pedro Coelho do Nascimento Neto, José Luiz Rodrigues Eres, Peterson Andrade
Vieira e Paulo Batista Felix, integrantes da Diretoria do SINTRAPOSTO-MG; Paulo Roberto Fernandes Ferreira, Assessor Comercial do MINASPETRO; João Henrique de Almeida Romanach, Secretário Executivo; Carlos Alberto Lima Jacometti, diretor-regional; Klaiston Soares de Miranda Ferreira, advogado do MINASPETRO; e (de costas, apontando para o diretor-regionaldo Sindicato patronal, Carlos Alberto Lima Jacometti) o frentista que ficou irritado com a atitude do MINASPETRO de não melhorar em nada a proposta patronal e propôs a deflagração de uma greve nos postos de combustíveis.

     Surgiu impasse na quarta rodada de negociação para celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho dos empregados nos postos de combustíveis de Juiz de Fora e Região.
     A quarta reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTOMG e o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO) não trouxe nenhum avanço no processo de negociação. Os dois Sindicatos continuam se divergindo sobre os novos valores do salário básico, da cesta básica de alimentos e da PLR - Participação nos Lucros e Resultados das empresas.
     Realizado no dia 27 de janeiro, no Salão Nobre do Museu do Crédito Real, na Avenida Getúlio Vargas, nº 455, 3º andar, Centro, nesta Cidade, o encontro entre os dois Sindicatos resultou em nada, pois o Sindicato patronal se manteve irredutível em sua proposta apresentada durante a terceira rodada de negociação, realizada na sede do MINASPETRO, em Belo Horizonte, no dia 15 de dezembro de 2011. O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, lamentou: "É triste e revoltante constatar que o Sindicato patronal não melhorou nem mesmo um pouquinho a sua proposta, que é muito baixa e incapaz de atender às mínimas necessidades dos frentistas".
     Assim, decorridos mais de três meses da data-base (que é a ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria (1º de novembro), os frentistas da Cidade e da Região continuam em plena campanha salarial e agora já falam até em greve.
     Durante a reunião no Museu do Crédito Real, um frentista ficou irritado com a atitude do MINASPETRO de não melhorar em nada a proposta patronal e propôs a deflagração de uma greve nos postos de combustíveis “até que os patrões reconheçam que nós, frentistas, merecemos um salário justo e digno”. O presidente do SINTRAPOSTO não descarta esta possibilidade: “Sabemos que é muito difícil a deflagração de uma greve da categoria, mas do jeito que as coisas estão caminhando, com a insensibilidade e o endurecimento do Sindicato patronal, recusando-se a conceder aos trabalhadores um aumento salarial que seja pelo menos digno, é bem provável que a categoria resolva paralisar suas atividades” – afirmou Guizellini.
     Agora, o presidente do SINTRAPOSTO, que na reunião estava acompanhado por vários diretores do Sindicato e também pelo advogado João Batista de Medeiros (integrante do Departamento Jurídico da entidade), vai pedir a mediação do Ministério do Trabalho e Emprego. “Vamos solicitar nos próximos dias ao MTE, através da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora, a marcação de uma reunião na sede daquele órgão para realização da quinta rodada de negociação. Se o impasse continuar, poderemos pedir ao nosso Departamento Jurídico para suscitar dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, sediado em Belo Horizonte, para que a Justiça solucione o problema que está impedindo a celebração da nova Convenção da categoria” - informou Guizellini.

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