Fevereiro de 2013
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Impasse indica greve dos frentistas de MG
Flagrante da 5ª reunião entre o MINASPETRO e os representantes dos frentistas de MG, realizada em Juiz de Fora
no dia 31 de janeiro. Da esquerda para a direita: João Romanach, Secretário Executivo do MINASPETRO; Carlos Eduardo Guimarães, diretor do MINASPETRO; José Luiz Rodrigues Eres, conselheiro do SINTRAPOSTO-MG; Luiz Geraldo Martinho, diretor do SINTRAPOSTO-MG; Eusébio Luiz Pinto Neto, diretor da FENEPOSPETRO; e Paulo Guizellini, presidente do SINTRAPOSTO-MG.

     Surgiu impasse na quinta rodada de negociação direta dos representantes dos empregados nos postos de combustíveis de Minas Gerais, entre os quais o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO), para ajuste de Adendo à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria objetivando a fixação dos novos valores do salário-base da classe, da cesta básica de alimentos e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas, além do novo prazo de vigência do chamado “salário de ingresso”.
    Realizada no dia 31 de janeiro, no Salão Nobre do Museu do Crédito Real, na Avenida Getúlio Vargas, nº 455, 3º andar, no Centro de Juiz de Fora, a quinta reunião trouxe avanço no processo de negociação, mas os representantes dos trabalhadores consideraram “muito pequeno” tal avanço. “O Sindicato patronal, que na reunião anterior havia oferecido apenas 1,5% de reajuste salarial na data-base da categoria, o que faria o salário-base da classe passar de R$ 670,00 para R$ R$ 680,05 a partir de 1º de novembro de 2012, avançou um pouquinho na sua proposta, oferecendo 4% de reajuste salarial na data-base, o que faria o salário básico passar para R$ 696,80 a partir de 1º de novembro de 2012, mas esta proposta patronal também está muito abaixo das nossas expectativas e não atende às mínimas necessidades dos trabalhadores, razão pela qual foi repudiada e rejeitada por todos nós que representamos os frentistas deste Estado” – informa o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini.
    Assim, decorridos mais de três meses da data-base da categoria (1º de novembro), os frentistas de Minas continuam em plena campanha salarial e agora já falam até em greve. É que o MINASPETRO se recusou terminantemente a avançar mais na sua proposta, e isso deixou configurado o impasse, que está indicando a deflagração de uma greve nos postos de combustíveis de Minas Gerais.
    Todos os Sindicatos que representam os empregados dos postos de combustíveis neste Estado, inclusive a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo - FENEPOSPETRO (que representa os frentistas onde não há base territorial de Sindicato da categoria), os quais estão atuando em conjunto, com pauta unificada, resolveram formar um movimento chamado de “Frente Mineira dos Frentistas”. E este movimento está distribuindo nos postos de combustíveis de todo o Estado um boletim (clique aqui para ver) que repudia o posicionamento do MINASPETRO no processo de negociação e conclama os trabalhadores à deflagração de uma greve por tempo indeterminado nos postos de combustíveis de Minas Gerais. “Sabemos que é muito difícil a deflagração de uma greve da categoria, mas a nossa campanha salarial continua muito difícil, e do jeito que as coisas estão indo, com a insensibilidade e o endurecimento do Sindicato patronal, recusando-se a conceder aos trabalhadores um aumento salarial que seja pelo menos digno, é bem provável que a categoria resolva paralisar suas atividades até que os patrões reconheçam que nós, frentistas, merecemos um salário justo e digno” – afirma Guizellini, que na reunião estava acompanhado por vários diretores do SINTRAPOSTO e também pelo advogado João Batista de Medeiros (integrante do Departamento Jurídico da entidade).

Impasse pode ser solucionado pelo Ministério do Trabalho. Ou pela Justiça.

    Diante da dificuldade de acordo na negociação direta com o MINASPETRO, os representantes dos trabalhadores resolveram pedir a mediação do Ministério do Trabalho e Emprego, e assim foi marcada uma reunião na sede daquele órgão, em Belo Horizonte, para realização da sexta rodada de negociação, no próximo dia 25 de fevereiro. Se, contudo, o impasse continuar, os representantes dos frentistas não descartam a possibilidade de, além da greve, também suscitar dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, sediado na Capital mineira, para que a Justiça solucione o problema que está impedindo que os empregados dos postos de combustíveis de Minas Gerais recebam novos valores de salário, PLR e cesta básica de alimentos. “Esperamos que não haja necessidade de termos de recorrer à Justiça, mas se o Sindicato patronal continuar irredutível em sua proposta de arrocho salarial, não teremos outra saída senão o dissídio, quando, então, vamos provar judicialmente que os postos de combustíveis de Minas Gerais têm condições, sim, de pagar salários mais condizentes com as necessidades dos trabalhadores, pois possuem margem de lucro suficiente, e até folgada, para isso” – assinala Guizellini.

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