Fevereiro 2016
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Câmara volta a discutir assaltos a postos de combustíveis em JF
O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, discursando na
tribuna da Câmara durante a Audiência Pública que discutiu a questão
dos assaltos a postos de combustíveis na Cidade
.
O diretor da Federação Nacional dos Empregados
em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados
de Petróleo (FENEPOSPETRO), Hozano Felix Silva,
esteve presente à Audiência Pública a convite de
Paulo Guizellini e discursou na tribuna da Câmara Municipal de Juiz de Fora
.
O vereador José Emanuel propôs a instalação de
câmeras de “Olho Vivo” nos postos de combustíveis,
com o controle pela PM, para que possa haver
uma vigilância virtual em tempo real e, assim,
facilitar a prisão de bandidos
.
A empresária Renata Camargo, que representou o MINASPETRO (Sindicato patronal), contou que um de
seus postos de combustíveis, situado no Bairro
Santa Cruz (Zona Norte), já foi assaltado 15 vezes
.
A diretora do DSART (Departamento de Saúde e Referência do Trabalhador), Ivone Garcia, informou
que “assaltos recorrentes e doenças provenientes do benzeno presente na gasolina, como o câncer, deixam
os frentistas mais dependentes do sistema de saúde”
.
O capitão Flávio Campos falou em nome do 27º Batalhão da Polícia Militar e ressaltou que é  muito importante
a existência de câmeras de segurança nos postos
de combustíveis não só para inibir a ação de ladrões,
mas também para facilitar a identificação e prisão
dos criminosos, a realização de flagrantes e o indiciamento perante a Justiça.
O capitão Reginaldo Teixeira representou o 2º Batalhão
da Polícia Militar e salientou que os postos precisam ter boa iluminação para o trabalho noturno dos frentistas .

     Quase cinco anos depois da primeira Audiência Pública da Câmara Municipal de Juiz de Fora para debater a questão da onda de assaltos a postos de combustíveis na Cidade (realizada em 23 de março de 2011), o Legislativo voltou a realizar Audiência Pública para discutir o assunto na tarde de 24 de fevereiro, a pedido do vereador José Emanuel (PSC) e do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG.

     Muitos empregados e alguns proprietários de postos de combustíveis, bem como autoridades responsáveis pela segurança pública, estiveram presentes à Audiência, que foi iniciada pelo presidente do Legislativo, vereador Rodrigo Mattos (PSDB), e posteriormente dirigida pelo vereador Júlio Gasparette (PMDB), 1º vice-presidente da Câmara.

     Os frentistas Paulo Sérgio da Silva e José Luiz Rodrigues, diretores do SINTRAPOSTO-MG, fizeram uso da palavra, contando situações de violência e o drama que eles e os demais frentistas enfrentam diariamente por causa do perigo representado pela ação de bandidos. José Luiz relatou que levou uma coronhada na nuca durante recente assalto ao posto em que ele trabalha, na Avenida Sete de Setembro.     

     Em sua fala, o autor da proposta da Audiência Pública assinalou que “os assaltos estão mais agressivos com o uso de armas de fogo, o que evidentemente estão deixando as vítimas mais traumatizadas”. José Emanuel disse que reconhece o trabalho da Polícia Militar no combate ao crime, mas sabe que o efetivo da PM é insuficiente para atender a demanda da Cidade. Ele propôs a instalação de câmeras de “Olho Vivo” nos postos de combustíveis, com o controle pela PM, para que possa haver uma vigilância virtual em tempo real e, assim, facilitar a prisão de bandidos. O vereador fez a defesa da vida e externou sua solidariedade às vítimas que estão traumatizadas.

     Outros vereadores também discursaram, abordando a questão dos assaltos a postos de combustíveis em Juiz de Fora. Chico Evangelista (PROS) ressaltou a “fragilidade dos postos por serem locais de circulação de grande soma em dinheiro” e acrescentou que até receia pelo fechamento de alguns estabelecimentos desse tipo por causa da gravidade do problema. Antônio Aguiar (PMDB) disse sentir que “a defasagem de policiais militares e civis prejudica a abrangência de ações de prevenção e repressão”. E Roberto Cupolillo (Betão-PT) disse acreditar que a tecnologia vai ajudar a resolver ou minimizar o problema, através da utilização cada vez maior de cartões para pagamentos. Ele cobrou a responsabilidade das distribuidoras de combustíveis no tratamento do problema.

     Ao discursar, o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, voltou a se mostrar muito preocupado com os diversos assaltos que há vários anos vêm acontecendo em postos de gasolina na Cidade e revelou as ideias da entidade para combater esses crimes.

     O sindicalista voltou a cobrar do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO) a adoção de medidas de segurança nos postos para inibir assaltos a esses estabelecimentos em Juiz de Fora. “Providências precisam ser tomadas e uma delas tem que ser a adoção urgente de medidas preventivas de segurança como as câmeras de circuito interno” - afirmou. Segundo ele, “é preciso que todos os postos de gasolina de Juiz de Fora - e não apenas alguns, conforme acontece hoje - tenham câmeras de segurança, mas é preciso também que elas sejam de boa qualidade e fiquem sempre ligadas, pois sabemos que alguns postos até têm esses equipamentos, mas muitas vezes eles ficam desligados e suas imagens não são de boa qualidade, o que evidentemente não ajuda no trabalho da Polícia”.

     Para Guizellini, “é muito importante que os postos tenham boa iluminação para melhorar a segurança dos frentistas que trabalham à noite, assim como é necessário que haja nesses estabelecimentos uma placa ou um cartaz esclarecendo que a chave do cofre não fica mais com os frentistas”. O sindicalista lembrou que na noite de 19 de agosto de 2015 um frentista foi atingido por dois tiros no tórax durante assalto ao posto de combustíveis em que trabalhava, no Bairro Igrejinha, na Zona Norte, às margens da BR-267, porque os bandidos queriam a chave do cofre.

     Guizellini ressaltou que “o SINTRAPOSTO já vem fazendo a sua parte há muito tempo, ou seja, já tomou as providências que lhe cabiam, promovendo reuniões com o MINASPETRO e representantes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal para tratar do assunto”.

     Guizellini lembrou que há mais de 15 anos o Sindicato que representa os frentistas em Juiz de Fora e Região vem lutando pela adoção de medidas preventivas para inibir assaltos a postos de gasolina na Cidade. “Esta nossa luta é antiga porque os assaltos a postos de gasolina vêm ocorrendo há muitos anos, pondo em risco a integridade física de frentistas, transeuntes e clientes dos postos” - recordou. 

     Guizellini reafirmou que o SINTRAPOSTO vai continuar se movimentando na defesa dos trabalhadores e no sentido de combater e conter os assaltos a postos de gasolina.  

     O diretor da Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (FENEPOSPETRO), Hozano Felix Silva, que esteve presente a convite de Guizellini, contou sua experiência na cidade mineira de Montes Claros, onde a FENEPOSPETRO atua. Segundo ele, foi realizada parceria com a Polícia Militar e os resultados têm sido positivos.

     Hozano disse que “posto de combustíveis é área de periculosidade não só por causa do perigo representado pelos combustíveis, mas também em função do perigo representado pelo fato de esses estabelecimentos serem alvo fácil de ladrões, razão pela qual ficou acertado em Montes Claros que a chave dos cofres não ficaria mais com os frentistas e os policiais permaneceriam atentos a pessoas que circulassem de maneira suspeita nas proximidades dos postos”. Hozano sugeriu que sejam colocadas nos postos faixas com manifestações sobre segurança. Segundo ele, “isso também afasta ladrões”.

     Dois representantes da Polícia Militar participaram da Audiência Pública. O capitão Flávio Campos, que estava representando o 27º Batalhão da Polícia Militar (responsável pela Cidade Alta e Zonas Norte e Sul de Juiz de Fora), ressaltou que “a PM está sempre fornecendo à população dicas de autoproteção e sempre participando de reuniões que buscam estratégias e soluções para a questão da segurança”. Por sua vez, o capitão Reginaldo Teixeira, que representava o 2º Batalhão da Polícia Militar, também destacou a “importância das medidas de autoproteção que vão minimizar a exposição da vítima ao ataque de bandidos”. E ressaltou que os postos precisam ter boa iluminação para o trabalho noturno dos frentistas. Os dois militares disseram que é muito importante a existência de câmeras de segurança nos postos de combustíveis não só para inibir a ação de ladrões, mas também para facilitar a identificação e prisão dos criminosos, a realização de flagrantes e o indiciamento perante a Justiça.      

     A diretora do DSART (Departamento de Saúde e Referência do Trabalhador), Ivone Garcia, informou que “assaltos recorrentes e doenças provenientes do benzeno presente na gasolina, como o câncer, deixam os frentistas mais dependentes do sistema de saúde”.  Ela sugeriu “que as partes envolvidas na questão voltem a conversar sobre o assunto para que novas alternativas sejam adotadas para conter o avanço da violência nos postos de combustíveis da Cidade e melhorar a saúde dos frentistas”.     

     A empresária Renata Camargo, que representou o Sindicato patronal, contou que um de seus postos de combustíveis, situado no Bairro Santa Cruz (Zona Norte), já foi assaltado 15 vezes. Segundo ela, “há empresários que apostam na contratação de seguranças, mas nós ponderamos quanto a ineficiência da medida”.

     O Ministério do Trabalho esteve presente através do Chefe do Setor de Relações do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho de Juiz de Fora, Sérgio Tatsuo Nagasawa.

     Já o Ministério Público do Trabalho, a Procuradoria da República em Juiz de Fora e a Polícia Civil, embora convidados, não mandaram representantes à Audiência Pública.

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