Janeiro de 2012
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Sindicato cobra da Câmara agilização do Projeto de Lei
que proíbe uso de capacete em postos de gasolina

     "O Continuamos muito preocupados com a integridade física dos frentistas porque o número de assaltos a postos de combustíveis na Cidade vem aumentando assustadoramente". A declaração é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, em entrevista a este jornal.
     E como a maioria desses assaltos é praticada por bandidos de moto que se valem do capacete para esconder o rosto, dificultando
assim a sua identificação, Guizellini acha que já está até passando da hora de a Câmara Municipal de Juiz de Fora criar uma lei proibindo o uso de capacetes nos postos de gasolina da Cidade.
     O sindicalista disse não acreditar que tal lei seja inconstitucional, porque já existem várias leis desse tipo em diversas cidades e Estados brasileiros e nunca ninguém questionou no Supremo Tribunal Federal a constitucionalidade delas. "Ora, se já existem leis proibindo o uso de capacetes nos postos de gasolina em Varginha (MG), Uberaba (MG), Jacareí (SP), Sergipe, onde tal lei é estadual, e ninguém questiona a constitucionalidade delas, podemos crer que elas são constitucionais"- afirmou.
     Na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Juiz de Fora na tarde de 23 de março de 2011 para debater a questão da onda de assaltos a postos de gasolina na Cidade, Guizellini deixou bem claro que o objetivo principal do SINTRAPOSTO, ao pedir a Audiência, foi o de conseguir junto à Câmara a criação de tal lei.
     Já existe em tramitação na Câmara de Juiz de Fora o Projeto de Lei nº 157/ 2010, de autoria do vereador Noraldino Júnior (PSC), que proíbe a entrada ou a permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer objeto similar que dificulte ou impeça, parcial ou totalmente, a identificação facial em estabelecimentos comerciais, agências bancárias, casas lotéricas e postos de combustíveis quando o condutor não estiver em trânsito.
   Guizellini quer que seja agilizada a tramitação de tal Projeto, que continua aguardando Parecer da Procuradoria do Legislativo desde o dia 22 de fevereiro do ano passado. "A nossa Câmara deveria agilizar o trâmite desse Projeto, pois ele é muito importante para a segurança pública da nossa Cidade, já que os assaltos a postos de gasolina vêm ocorrendo constantemente há muitos anos, pondo em risco a integridade física de frentistas, transeuntes e clientes dos postos de combustíveis" - disse o sindicalista.
     Ele explicou que o Sindicato se vê na obrigação de cobrar do Legislativo a agilização desse Projeto porque muitos frentistas também estão cobrando isso do Sindicato. "Muitos trabalhadores de postos de gasolina nos perguntam constantemente qual foi o resultado daquela Audiência Pública e a resposta que nós temos para eles é que o Projeto continua em tramitação na Câmara Municipal. Por isso, achamos por bem perguntar publicamente aos nossos vereadores: até quando esse Projeto vai ficar tramitando?" - frisou o sindicalista.
     O autor do Projeto é Noraldino, mas quem pediu a Audiência Pública foi o vereador José Emanuel (PSC), atendendo a solicitação do SINTRAPOSTO-MG. Por isso, Guizellini quer saber o que Emanuel tem feito para a agilização do Projeto. "O vereador José Emanuel está de parabéns, porque a Audiência foi muito boa, com a presença de destacadas personalidades, tais como os representantes do Ministério Público do Trabalho, da Polícia Militar e da Polícia Civil. Mas infelizmente a Audiência ainda não produziu o fruto desejado, ou seja, a criação da referida lei. Por isso, vale perguntar ao vereador José Emanuel: o que você, companheiro, tem feito para a agilização desse Projeto? Os trabalhadores dos postos de combustíveis estão contando com você também" – ressaltou o sindicalista.

"O COMBATE" SESSENTÃO

     "O COMBATE" já está se tornando um “SESSENTÃO”. Pois agora, em 2012, ele faz 60 anos de tumultuada existência. É verdade que este jornal completará 60 anos só no dia 6 de julho, mas já podemos considerá-lo um SESSENTÃO. Sim, são seis décadas de lutas, de combates, de trabalhos exaustivos, sempre defendendo o povo, principalmente a tão sofrida classe operária.
     Cabe destacar que defender o povo e os trabalhadores era o maior ideal do fundador do “O Combate”, o saudoso jornalista Djalma Medeiros, que faleceu em 29 de janeiro de 1987. Aliás, o ano de 2012 assinala também o CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO FUNDADOR DO “O COMBATE”. Tendo nascido em 8 de agosto de 1912, Djalma Medeiros, se vivo fosse, completaria 100 anos em 08/08/2012.
     Apesar de todas as sabotagens, perseguições e violências praticadas contra este jornal pelos inimigos do povo e da classe trabalhadora, por incrível que pareça, faz 60 anos que "O Combate" vem "combatendo o bom combate", como dizia o grande apóstolo São Paulo.
    No dia 6 de julho de 1952 circulava a primeira edição deste jornal. Com um programa de lutas, "O Combate" se propunha a defender a classe trabalhadora e a combater os inimigos do povo e dos trabalhadores. Nascia, então, um jornal DO TRABALHADOR PARA O TRABALHADOR.
     Fundado pelo combativo jornalista Djalma Medeiros (que hoje é nome de uma Avenida no Bairro Barbosa Lage), "O Combate" travou e continua travando grandes batalhas contra a corrupção, as bandalheiras, a covardia, a opressão, a espoliação e principalmente a exploração do suor dos pobres trabalhadores.
     A luta de Djalma Medeiros, na defesa dos trabalhadores, era muito parecida com a luta que seu filho João Batista de Medeiros, continuador da sua obra, vem travando em defesa dos trabalhadores desde 1985, quando assumiu a direção deste jornal. Uma diferença é que a luta de João Medeiros acontece também nos Tribunais da Justiça do Trabalho, já que ele é Advogado Trabalhista.
     Por defender com unhas e dentes o nosso povo e principalmente os trabalhadores, "O Combate" já sofreu toda sorte de perseguição e violência. Em 1965, para citar apenas um exemplo dentre tantos, este jornal foi fechado à força pela violência covarde de algumas autoridades canalhas (comandadas pelo então governador de Minas, Magalhães Pinto) que se aproveitaram do regime de exceção implantado neste País pelo golpe militar de 1964.
     Diversos canalhas poderosos já haviam tentado várias vezes calar a voz combativa deste jornal através da Justiça, ou seja, dentro da Lei, mas nunca conseguiram lograr êxito porque “O Combate” sempre defendeu A JUSTIÇA, A VERDADE E O DIREITO, combatendo somente os que pisoteiam esses princípios basilares de nossa conduta. No regime revolucionário, porém, finalmente os canalhas conseguiram, usando e abusando do DIREITO DA FORÇA, o que eles jamais haviam conseguido pela FORÇA DO DIREITO. Mas felizmente conseguimos superar todos os obstáculos, sacudindo a poeira e dando volta por cima. "O Combate" está aí, firme e forte, chegando aos 60 anos, graças a Deus. E os canalhas que nos perseguiram, onde estão? Deus o sabe.
     Com uma linha editorial pautada na VERDADE e na FRANQUEZA, este jornal comenta os fatos sempre com clareza e coragem, falando o que realmente o povo quer falar, mostrando a verdade nua e crua, sem reserva, sem máscara e sem rodeios.
     Assim tem sido o comportamento do "O Combate" ao longo de toda a sua tumultuada existência. Este jornal jamais recorreu aos descaminhos da omissão, do alheamento e da acomodação. "O Combate" sempre emitiu a sua opinião com franqueza, coragem e bravura cívica, sem temer covardes retaliações ou gestos de intimidação.
     E assim “O Combate”, dirigido pelo jornalista e advogado João Batista de Medeiros, com o apoio editorial do jornalista Miguel Ribeiro Gomide, continuará a sua luta. Sempre pronto para o que der e vier. Seguindo o exemplo legado pelo bravo jornalista Djalma Medeiros, cujo ideal havemos de levar avante, com fé em Deus e muita coragem. Custe o que custar. E doa em quem doer.

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