Janeiro de 2014
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MINASPETRO NÃO APRESENTA PROPOSTA
E FRENTISTAS ARTICULAM GREVE

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o primeiro à direita), ao lado do presidente da FENEPOSPETRO (Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo), Francisco Soares de Souza, participando da reunião com o pessoal do MINASPETRO (à esquerda) na Superintendência do Trabalho, em Belo Horizonte, no dia 21 de janeiro.

     Os representantes dos empregados nos postos de combustíveis de Minas Gerais (entre os quais o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG) voltaram a se reunir com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO), objetivando a celebração da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria para fixação dos novos valores do salário-base da classe, da cesta básica de alimentos e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas, além de outros benefícios.
Desta vez, a reunião, que representou a sétima rodada de negociação referente à data-base de 1º de novembro de 2013, foi mediada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), tendo sido realizada na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, em Belo Horizonte, no dia 21 de janeiro.
Iniciado às 10h, com uma hora de atraso causado pelo próprio Ministério do Trabalho, o encontro foi mediado pela auditora fiscal do MTE, Alessandra Parreiras, e terminou por volta das 13h30min. Após cerca de três horas e meia de negociação, os representantes dos trabalhadores e os da classe patronal novamente não chegaram a um acordo sobre o índice de reajuste a ser aplicado aos salários dos trabalhadores, nem quanto ao novo valor da cesta básica e da PLR.

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“Sindicato patronal entrou mudo e saiu calado”
– diz sindicalista

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o segundo à direita), ladeado pelo advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico da entidade, e pelo presidente da FENEPOSPETRO (Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo), Francisco Soares de Souza, participando da reunião com o pessoal do MINASPETRO (à esquerda) na Superintendência do Trabalho, em Belo Horizonte, no dia 21 de janeiro.

     O MINASPETRO, que na quinta rodada de negociação, no dia 20 de novembro, havia oferecido apenas mais 1,18% de reajuste salarial, e na sexta reunião, no dia 9 de dezembro, apresentou proposta ainda mais baixa, oferecendo somente mais 0,42%, voltou a frustrar e decepcionar ainda mais os representantes dos frentistas, já que desta vez não apresentou qualquer proposta. O MINASPETRO apenas se limitou a receber nova proposta dos frentistas, prometendo levá-la à apreciação das empresas em assembleia da categoria. “O Sindicato patronal entrou mudo e saiu calado quando o assunto era a fixação dos novos valores do salário-base dos frentistas, da cesta básica e da PLR. Esse absurdo prova e comprova mais uma vez que o Sindicato patronal quer mesmo encurralar e massacrar os frentistas de MG” – afirma o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, acrescentando em seguida: “Isso não é uma atitude inteligente, pois quem está encurralado, sem saída, pode se desesperar e partir para a reação de qualquer maneira, não se importando com as consequências, por piores que sejam. Afinal, o desespero é o pior conselheiro”.
     O sindicalista ressalta que “os frentistas de MG estão muito revoltados e já estão começando a se desesperar diante do terrível achatamento salarial e da falta de compreensão da classe patronal, sendo que muitos estão até pedindo demissão do emprego, dizendo que nunca mais voltarão a trabalhar neste setor por causa da falta de segurança e do arrocho salarial imposto pelos patrões”.
     E de acordo com Guizellini, todos os líderes da categoria neste Estado estão unidos e prontos para qualquer batalha em defesa dos frentistas. “É bom lembrar o que disse o presidente da FENEPOSPETRO (Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo), Francisco Soares de Souza, quase no final da sétima reunião. Citando um determinado general que durante uma guerra disse que não é prudente cercar o inimigo sem deixar espaço para ele escapar, pois o desespero dele pode levá-lo a reagir de maneira imprevisível, o presidente da Federação salientou que se o Sindicato patronal continuar tentando encurralar os frentistas de Minas Gerais, as consequências poderão ser imprevisíveis, já que a greve poderá ser a nossa única saída”.
     Segundo Guizellini, “de fato, os frentistas já estão se preparando para a deflagração de uma greve em Minas Gerais, a qual já está sendo articulada, pois o Sindicato patronal está querendo arrochar demais os salários da categoria, tentando deixar a gente sem escapatória”.
     Na sétima reunião, Guizellini estava acompanhado pelo diretor do SINTRAPOSTO-MG, Luiz Geraldo Martinho, e pelo advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico da entidade.

Mais duas reuniões vão tentar definir a negociação

     Foi marcada para o dia 4 de fevereiro uma nova reunião entre os representantes dos frentistas e os da classe patronal na sede do MINASPETRO, em Belo Horizonte, mesmo local em que foram realizadas as seis reuniões anteriores.
     Nesse oitavo encontro, o MINASPETRO vai apresentar o resultado de sua assembleia, ou seja, vai dizer aos representantes dos frentistas se a classe patronal aprovou ou não a nova proposta da categoria profissional, que consiste no seguinte: correção salarial de 10%, aumento do atual valor de R$ 60,00 da cesta básica de alimentos para R$ 100,00 e acréscimo de R$ 65,00 no valor da PLR.
     Ficou agendada, também, uma nova reunião mediada pelo Ministério do Trabalho, na sede daquela Superintendência, no dia 6 de fevereiro, visando à definição do processo de negociação.

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