Janeiro 2016
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Frentistas rejeitam proposta patronal
de reajustar os salários com
índice inferior à inflação
A bancada trabalhista (ao centro, o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini),
participando da 5ª rodada de negociação com a Comissão Negociadora do MINASPETRO,
na sede do Sindicato patronal, em Belo Horizonte, no dia 19 de janeiro.

     O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG (que representa os trabalhadores em postos de gasolina, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens da Cidade e da Região), os outros Sindicatos de frentistas de Minas Gerais e a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (FENEPOSPETRO), atuando em conjunto em negociação coletiva com pauta unificada, realizaram no dia 19 de janeiro de 2016 mais uma reunião com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO), na sede da entidade patronal, em Belo Horizonte.

     A data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria é 1º de novembro.

     Iniciado às 14h45, o quinto encontro dos sindicalistas, do qual participou o vice-presidente da FENEPOSPETRO, Luiz Arraes, durou cerca de quatro horas.

     Os representantes dos trabalhadores e os da classe patronal debateram acaloradamente diversos assuntos de interesse dos empregados e empregadores dos postos de combustíveis de Minas Gerais, mas não chegaram a um acordo para celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, divergindo-se acerca de várias questões, principalmente sobre o índice de reajuste a ser aplicado aos salários dos trabalhadores e à PLR – Participação nos Lucros e Resultados das empresas.

     O MINASPETRO, que nas duas primeiras reuniões com os representantes dos frentistas não apresentou qualquer proposta para os trabalhadores, chegou a propor 3,5% de reajuste salarial na terceira rodada da negociação.

     Para o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, que participou dos cinco encontros dos sindicalistas, “os patrões ainda não apresentaram na mesa de negociações uma proposta que atenda às mínimas necessidades e aspirações dos trabalhadores”. Na quinta reunião da negociação coletiva referente à data-base de 2015, a Comissão Negociadora do Sindicato patronal insistiu na sua proposta de reajustar os salários dos funcionários dos postos de combustíveis de Minas Gerais com índice inferior ao índice da inflação oficial. Segundo Guizellini, “tal proposta do MINASPETRO representa mais arrocho salarial, e, por isso, foi veementemente rejeitada por todos nós, representantes dos trabalhadores”.

     Nova reunião dos sindicalistas foi marcada para o dia 28 de janeiro de 2016.

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Para Guizellini, “proposta patronal representa mais arrocho salarial”

      Durante a quinta rodada de negociação com o MINASPETRO (ver matéria acima), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, afirmou que “entre os empregados dos postos de gasolina do Brasil, os de Minas Gerais são os que recebem um dos salários básicos mais baixos de todos”. Segundo ele, “os frentistas do Estado de São Paulo, por exemplo, inclusive nas menores cidades daquele Estado, recebem piso salarial de R$ 1.020,00, valor que chega a R$ 1.326,00 com a inclusão dos 30% referentes ao adicional de periculosidade, enquanto o salário-base dos frentistas em Minas Gerais continua sendo de apenas R$ 857,11, por culpa do Sindicato patronal, que não se sensibiliza diante das necessidades dos trabalhadores”.

     Muito irritado com essa situação, Guizellini acrescentou: “Só em Minas Gerais acontece este arrocho salarial que tanto atormenta e aborrece os empregados dos postos de combustíveis deste Estado, porque o MINASPETRO é insensível aos clamores e às necessidades básicas dos trabalhadores”. Em seguida, o sindicalista acrescentou: “E o pior é que os representantes da classe patronal ainda querem arrochar os salários ainda mais, pois querem reajustar os salários dos funcionários dos postos de combustíveis de Minas Gerais com índice inferior ao índice da inflação oficial, o que é inaceitável, não atendendo às mínimas necessidades dos trabalhadores”.

     Finalizando, Guizellini frisou: “Acho que o MINASPETRO deveria dar mais valor ao trabalho dos frentistas de Minas Gerais, pois eles, assim como seus colegas dos outros Estados, derramando diariamente o seu suor, também proporcionam lucros fabulosos aos seus patrões”.  

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