Janeiro 2017
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MINASPETRO emperra negociação e faz voltar tudo à estaca zero

Na 3ª rodada de negociação com o pessoal do MINASPETRO (à direita), no dia 26 de janeiro, os representantes dos frentistas (à esquerda) ficaram decepcionados com o sr. Clever Bretas (o 1º da direita para a esquerda), nomeado presidente da Comissão Negociadora do Sindicato patronal.

     “Que o MINASPETRO sempre tentou arrochar os salários dos empregados dos postos de combustíveis, só não conseguindo porque nós sempre resistimos de maneira feroz e furiosa, isso não é novidade, sempre aconteceu em todas as negociações coletivas, mas dessa vez a audácia do Sindicato patronal foi demais, beirando as raias do absurdo e chegando a ser até covardia em cima do sofrimento dos frentistas, que estão sem reajuste salarial desde 1º de novembro de 2015. É que nessa terceira rodada de negociação, dois meses depois da primeira reunião, o Sindicato patronal colocou na mesa para comandar a sua Comissão Negociadora um negociador profissional, estranho à categoria, que ignorou completamente as duas rodadas de negociação que tivemos no final do ano passado e desviou totalmente o processo negocial para rumos esquisitos e até proibidos pela própria Convenção Coletiva de Trabalho da classe, emperrando o prosseguimento da negociação, fazendo voltar tudo à estaca zero e não apresentando qualquer proposta de reajuste para os frentistas” – a declaração é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, após participar da reunião realizada no dia 26 de janeiro com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO), na sede da entidade patronal, em Belo Horizonte.

     Iniciado às 16h, com uma hora de atraso, o terceiro encontro dos sindicalistas durou cerca de três horas e deixou os representantes dos trabalhadores “muito decepcionados, frustrados e revoltados, porque o Sindicato patronal, em vez de avançar na negociação, promoveu retrocessos absurdos, fazendo demorar mais ainda o processo de negociação, que já está com três meses de atraso, já que a data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria é 1º de novembro” – salientou Guizellini.

      Tanto o SINTRAPOSTO-MG (que representa os trabalhadores em postos de gasolina, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens de Juiz de Fora e Região) quanto os outros Sindicatos de frentistas de Minas Gerais e a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (FENEPOSPETRO), que estão atuando em conjunto em negociação coletiva com pauta unificada, protestaram veementemente contra a nomeação, pelo MINASPETRO, de um negociador profissional, estranho à categoria, para presidir a Comissão Negociadora do Sindicato patronal. “Não temos nada contra a pessoa do sr. Clever Bretas, nomeado negociador pelo presidente do MINASPETRO, Carlos Eduardo Guimarães, mas ele, como indivíduo estranho à categoria, demonstrou que não conhece nada sobre a nossa classe profissional e nem mesmo sobre a categoria econômica representada pelo MINASPETRO. Ele estava ali só para tumultuar, emperrar e atrasar o processo de negociação, o que demonstra, mais uma vez, que o MINASPETRO é o único causador do atraso das negociações. Por isso, repudiamos a presença desse negociador na mesa de negociação e deixamos bem claro que só nos reuniremos novamente com a entidade patronal, em negociação direta, sem a presença desse indivíduo” – afirmou Guizellini. 

     Assim, não foi marcada nova reunião.  Os representantes dos frentistas vão ficar aguardando uma posição do MINASPETRO nos próximos dias para saberem se a negociação direta poderá seguir seu curso normal. “Mas se a entidade patronal insistir em manter na mesa de negociação esse elemento estranho à categoria, nós pediremos, então, a mediação do Ministério do Trabalho para que o processo de negociação possa prosseguir até chegarmos a um denominador comum. E se não chegarmos a acordo no Ministério do Trabalho para encerramento da campanha salarial dos frentistas, suscitaremos dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG)” - informou Guizellini.

     Em seguida, o sindicalista acrescentou: “Vale lembrar, entretanto, que temos de cumprir as etapas exigidas pelo ordenamento jurídico brasileiro, ou seja, a mediação do Ministério do Trabalho só pode ser solicitada após o esgotamento da negociação direta, e o dissídio só pode ser suscitado depois do encerramento da mediação do Ministério do Trabalho”.

     As atas das reuniões estão no blog do Sindicato (sintrapostomg.blogspot.com)



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