Julho de 2014
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Trabalhador morre no HTO e
família acusa omissão de socorro

Juiz de Fora     O funcionário público Cilas Guizilini, de 60 anos, morreu no hospital HTO, situado na Rua Delfim Moreira, nº 62, em Juiz de Fora, na tarde de segunda-feira (21/7), em consequência de infarto agudo do miocárdio, logo após ser transferido da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro São Pedro, onde estava internado.
     O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, irmão do falecido, afirma que “ele morreu por omissão de socorro, pois não recebeu atendimento médico-hospitalar adequado”. O sindicalista assinala que “o erro já começou na UPA, que transferiu o paciente em ambulância sem aparelho de oxigênio e sem a presença de um médico, sendo que o estado do meu irmão era grave, haja vista que ele se encontrava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da UPA”.
     Segundo Guizellini, seu irmão “foi internado no dia 21 de julho, às duas horas da madrugada, na UPA de São Pedro, já desmaiado e com muita falta de ar, sendo colocado imediatamente no aparelho de oxigênio”. Em seguida, o sindicalista acrescenta: “Uma hora depois, o médico me chamou para eu ver meu irmão, que já estava no soro e com os aparelhos ligados. Falei com ele e me despedi. Ele ficou em observação para fazer exames, segundo o médico de plantão”.
     No mesmo dia, às 15h30min, Guizellini foi chamado pelo telefone da UPA, dizendo que Cilas seria transferido para o HTO. Guizellini compareceu à UPA juntamente com José Antônio da Silva, sobrinho de Cilas. “Chegamos na UPA e entramos na UTI. Conversamos com o meu irmão e ele estava bem, com os aparelhos ligados. O problema foi na transferência da UPA para o HTO, porque desligaram os aparelhos de um paciente em estado grave, o que fez com que ele imediatamente se debatesse por falta de ar, colocaram-no em uma ambulância que não era UTI, sem acompanhamento médico, sem enfermeiro, junto com mais outro paciente (e com acompanhante) na mesma ambulância para ser internado no mesmo hospital, sendo que a ambulância tinha somente o motorista e um ajudante” – conta o sindicalista.
     Ainda de acordo com Guizellini, quando a ambulância chegou ao HTO, “o procedimento do hospital teria de ser o mesmo de quando o Cilas deu entrada na UPA, ou seja, o meu irmão teria de ser colocado imediatamente nos aparelhos de oxigênio, da mesma forma que aconteceu quando ele estava dentro da UPA, mas isso não ocorreu, nem no transporte do Cilas na ambulância (que não estava com equipamento adequado, não tinha acompanhamento médico e nem sequer a presença de um enfermeiro) e muito menos quando a ambulância chegou ao HTO, que tinha de ter um médico para receber o paciente em estado grave e conduzi-lo urgentemente para a UTI, o que não aconteceu”. Em seguida, ele arremata: “Sendo assim, meu irmão é mais uma vítima do descaso da saúde em nosso país”.
     A Polícia Militar foi acionada, tendo sido deslocada para o HTO a viatura comandada pelo sargento Luciano Muguet Azevedo. No BO (Boletim de Ocorrência Policial), o sobrinho da vítima, José Antônio da Silva, de 54 anos, e a testemunha Flávia Freitas confirmam as acusações feitas por Paulo Guizellini. Segundo o BO, José Antônio e Flávia acompanharam todo o transporte de Cilas na ambulância, “e ambos relataram que na UPA a vítima estava com aparelho de oxigênio e durante o transporte os aparelhos não foram utilizados”.
     Cilas morava em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, era funcionário da ativa da Prefeitura do vizinho município de Diadema, e estava em Juiz de Fora a passeio, visitando familiares, já que estava em gozo de férias. Ele foi velado e sepultado no Cemitério Municipal, em Juiz de Fora.
     Segundo Guizellini, a família vai tomar as medidas judiciais cabíveis.

CILAS GUIZILINI

Falecimento

Diretores e funcionários do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG vêm externar o seu imenso pesar pelo falecimento do estimado funcionário público CILAS GUIZILINI, ocorrido em 21 de julho de 2014.
Natural de Astolfo Dutra (MG), viúvo, filho de Sebastião Guizilini e Zaly Maria Melão, o extinto era irmão do presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini.
O pessoal do SINTRAPOSTO-MG, além de expressar os seus mais profundos sentimentos pelo desaparecimento do estimado CILAS, presta neste momento uma justa homenagem à sua memória e reitera as suas condolências à família enlutada, solidarizando-se com o presidente do SINTRAPOSTO-MG e demais familiares.

Sindicato lembra: frentista que trabalha no “Dia da Categoria” tem que receber o salário/dia em dobro

      O dia 13 de julho assinala uma data muito especial no calendário para os trabalhadores dos postos de combustíveis de Juiz de Fora. É o “DIA MUNICIPAL DO FRENTISTA”, de acordo com a Lei nº 8.594, de 16/12/1994, de autoria do ex-vereador Domingos Caputo, aprovada pela Câmara Municipal de Juiz de Fora e sancionada pelo então prefeito Custódio Mattos.
     Conforme dispõe o artigo 2º da referida lei, “em todo dia 13 de julho, as atividades dos Postos de Revenda de Combustíveis não serão paralisadas, funcionando os mesmos em regime de Escala, a exemplo do que já ocorre com os domingos e feriados”.
     "Assim, o empregado que trabalhar no dia que lhe é dedicado tem que receber o salário/dia em dobro, pois esse dia é considerado feriado para a categoria" – lembra o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini.
     Segundo ele, “é necessário lembrar isso porque alguns postos de combustíveis da Cidade costumam deixar de pagar em dobro o feriado trabalhado, violando, assim, a legislação vigente, ou seja, o artigo 9º da Lei nº 605/49”.
      Para o sindicalista, “isso, além de ilegal, é um desrespeito ao funcionário que trabalha durante feriado e recebe como se fosse dia normal”.
Guizellini aproveitou a oportunidade para parabenizar todos os empregados dos postos de combustíveis da Cidade pelo transcurso do "Dia da Categoria".

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