Julho de 2015
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Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora - SINDEDIF-JF
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Condomínios de JF na mira de bandidos
Como deve ser a segurança de um condomínio, segundo a Polícia

Os condomínios constantemente são alvo de bandidos. Várias ocorrências de assaltos a esses imóveis em Juiz de Fora têm assustado moradores e levado os síndicos a investirem em mais segurança, na tentativa de barrar os criminosos. Muitos prédios falham na segurança. Especialistas e a Polícia apontam muitas falhas nos edifícios, o que facilita a entrada de suspeitos.

     Preocupado com isso, o Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora - SINDEDIF-JF já está se movimentando no sentido de que sejam tomadas providências urgentes para combater e conter esses roubos e garantir a segurança dos trabalhadores dos condomínios.

     É preciso que sejam adotadas medidas preventivas de segurança contra esses crimes que estão a ameaçar a integridade física e psicológica de inúmeras pessoas. Além dos condôminos, os empregados de condomínios também estão correndo sérios riscos, pois, trabalhando na portaria do prédio, geralmente são eles as primeiras pessoas dominadas pelos larápios.

      O SINDEDIF-JF está estudando medidas preventivas e a adoção de uma estratégia de ação destinada a levar à tomada de providências urgentes pelos condomínios e pelas autoridades responsáveis pela segurança pública a fim de combater e inibir esses crimes e proteger os condôminos e os empregados dos condomínios.

     Estamos iniciando hoje uma série de matérias com dicas de segurança da Polícia Militar de São Paulo, que publicou uma cartilha voltada à segurança em condomínios.

     A cartilha de segurança condominial, com dicas contidas em sete capítulos, “indica condutas e medidas que cada cidadão deve adotar para elevar seu nível de proteção”, segundo a PMSP.

     O capítulo I revela “como deve ser a segurança de um condomínio”.

    Na próxima edição do jornal “O Combate”, será publicado o capítulo II, mostrando procedimentos preventivos básicos de segurança em condomínios.

A DIRETORIA

Capítulo I – Como deve ser a segurança de um condomínio

Condomínio é definido como domínio exercido juntamente com outrem, uma co-propriedade, podendo ser também um conjunto residencial composto de edifícios e/ou casas, geralmente cercado, com acesso controlado, e cujos moradores dividem equipamentos comunitários, portanto, todos têm o dever de mantê-lo e protegê-lo a fim de preservar sua tranquilidade, na busca de melhor qualidade de vida. Para que haja uma segurança mais eficiente é necessário que suas instalações físicas estejam cercadas e o máximo possível fechadas. Diante disto os condomínios devem possuir:

1.1. Barreiras físicas. - São obstáculos naturais ou artificiais (estruturais) que servem para impedir ou dificultar o acesso de pessoas estranhas em locais delimitados ou proibidos, e controlar os permitidos em um condomínio, além de proteger os seus pontos estratégicos e vulneráveis. Dentre os mais usuais podemos citar: as barreiras perimetrais junto às divisas tais como vegetação, muros, cercas, concertinas, alambrados e ofendículos; cancelas, guaritas nas portarias, portões com eclusas, interfone, espelhos refletores (côncavos ou convexos), grades, portas internas ou intermediárias, passador de objetos, etc..

1.2. Iluminação. - É fundamental que as dependências do condomínio sejam bem iluminadas, a fim de desestimular a ação de infratores da lei. - Aconselha-se utilizar luminárias e holofotes, podendo ser complementado por sensores de presença.

1.3. Sinalização. - A sinalização pode ser visual, através de placas, sinais luminosos ou sonoros, ou ainda se utilizando dispositivos sonoros eletrônicos ou apitos, ou mesmo códigos e senhas convencionadas entre os condôminos e funcionários.

1.4. Sistemas Eletrônicos de Segurança em Condomínios. - O sistema de segurança ideal é aquele que promove a interação do homem com os equipamentos eletrônicos, a fim de que a coligação entre ambos possa promover um nível de proteção satisfatória. Atualmente no mercado, existem os mais variados números e tipos de equipamentos eletrônicos de segurança à disposição dos usuários, portanto, deve-se adquirir aqueles que mais se adaptem às necessidades do condomínio. - Destacaremos, a seguir, os sistemas e equipamentos eletrônicos de segurança mais utilizados em condomínios:

1.4.1. Sistemas de alarmes. - São equipamentos eletrônicos, sonoros ou não, que servem para alertar sobre situações incomuns em residências ou condomínios, tais como violação de procedimentos e locais, proteção contra roubos, furtos, alagamentos, incêndios, etc. - Esses sistemas se destacam com as seguintes características: alarme de intrusão; sensores de porta e janela, botões de pânico, infravermelho passivo e ativo, etc.

1.4.2. Cercas eletrificadas. - É um sistema que está sendo bem aceito em condomínios, pois inibe possíveis tentativas de intrusão pela ostensividade e pelo receio das descargas elétricas.

1.4.3. CFTV - Circuito Fechado de Televisão. - Através de câmeras com ou sem fio, instaladas em pontos estratégicos da residência ou do condomínio, cujas imagens devem ser gravadas, é possível se ter uma visualização de todo o ambiente. - A proteção ficará maior se as imagens também forem acessadas pelos condôminos.

1.4.4. Controle de Acesso Informatizado. - O Sistema de Controle de Acesso tem como objetivo principal efetuar o controle eletrônico do movimento de pessoas - funcionários e visitantes - dentro de áreas estratégicas dos condomínios. É bastante utilizado em condomínios comerciais.

1.4.5. Sistemas de Segurança Monitorados. - Sistemas monitorados oferecem serviço 24 horas, servem para reduzir riscos de intrusão, incêndios e, combinando-se vários circuitos, podem ser empregados como controle de acesso, CFTV (circuito fechado de TV) e até como segurança de informação.

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