Junho de 2014
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Luta do Sindicato garante R$ 2.725,58 a mais
para os empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras

Juiz de Fora     Os trabalhadores não organizados em Sindicato recebem apenas o salário mínimo vigente no Brasil. Já os empregados que têm Sindicato recebem mais do que o salário mínimo porque têm direito ao piso salarial da classe, que é criado pelo Sindicato em negociação coletiva e geralmente é superior ao salário mínimo.
     O presidente do SINDEDIF-JF (Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora), Luiz José da Silva, salienta que “o piso salarial não é uma liberalidade ou generosidade de nenhum patrão, é uma conquista do Sindicato trabalhista”.
     Segundo Luiz, “se a entidade trabalhista não conseguir, através da luta sindical, melhorias salariais para os seus trabalhadores, os empregadores não serão tão bonzinhos a ponto de conceder reajustes salariais a seus empregados de livre e espontânea vontade. Claro que não”.
     De acordo com o sindicalista, “a quase totalidade dos Sindicatos trabalhistas batalha bastante na mesa de negociação com o Sindicato patronal para conseguir melhores salários e melhores condições de vida e de trabalho para os seus trabalhadores. Por fim, após muitas dificuldades, os Sindicatos conquistam, a duras penas e com muita luta, os reajustes salariais tão desejados pelos trabalhadores. Isso não cai do céu e não é presente ou bondade de nenhum patrão”.
     Para Luiz, “se outras razões não existissem, bastaria este motivo para justificar a utilidade e a importância do Sindicato”.
     Ainda de acordo com o sindicalista, “são vários os aspectos que mostram que o Sindicato é muito importante na luta dos trabalhadores por melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho, mas não há dúvida de que o mais importante de todos esses aspectos é justamente este: o salário recebido por trabalhadores integrantes de categorias organizadas em Sindicato, o qual é sempre (ou quase sempre) superior ao salário mínimo”.
     No caso dos funcionários dos condomínios comerciais, centros comerciais (“shoppings centers”), administradoras de imóveis e administradoras de condomínios de Juiz de Fora, por exemplo, o piso salarial da classe é de R$ 853,66, sendo, portanto, R$ 129,66 a mais do que o salário mínimo, que é de R$ 724,00.
     Acontece que este ano o Sindicato conseguiu também para os trabalhadores dos condomínios, administradoras e “shoppings” de Juiz de Fora um tíquete-alimentação no valor mínimo de R$ 80,00. Assim, a remuneração desses trabalhadores, incluindo o valor do tíquete-alimentação, é de R$ 933,66, sendo, portanto, R$ 209,66 a mais do que o salário mínimo. “Sim, em Juiz de Fora, os empregados dos condomínios comerciais, administradoras e “shoppings” ganham R$ 933,66 por mês desde 1º de janeiro de 2014, graças à luta do Sindicato” – ressalta Luiz.
     Assim, os empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras ganham mensalmente R$ 209,66 a mais do que recebem os empregados que ganham salário mínimo. “Isso por mês” – assinala o sindicalista.
     Segundo ele, “vale a pena calcular quanto isso dá em 12 meses” (período de vigência da Convenção Coletiva de Trabalho que garante os valores do piso salarial e do tíquete-alimentação aos empregados representados pelo SINDEDIF-JF). São 13 salários e tíquetes (12 durante o ano + o 13º), além do pagamento das férias e do depósito mensal do FGTS.
     Enquanto os trabalhadores que recebem salário mínimo ganham R$ 9.412,00 por ano (13 x R$ 724,00 = R$ 9.412,00), os empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras de Juiz de Fora recebem a quantia de R$ 12.137,58 por ano (13 x R$ 933,66 = R$ 12.137,58), ou seja, o montante de R$ 2.725,58 a mais.
     Sim, é isso mesmo! Só nos 13 salários e tíquetes, a diferença é a seguinte: os empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras recebem R$ 2.725,58 a mais do que recebem os empregados que ganham salário mínimo. Vale repetir: isso só nos 13 salários e tíquetes do ano, sem contar as férias e o FGTS.

 

     No ano passado, o valor do piso salarial dos funcionários dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras era de R$ 790,43, enquanto o valor do salário mínimo era de R$ 678,00. A diferença, portanto, era de R$ 112,43. Assim, os empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras ganhavam mensalmente R$ 112,43 a mais do que recebiam os empregados que ganhavam salário mínimo. Nos 13 salários do ano, a diferença era a seguinte: os empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras recebiam R$ 1.461,59 a mais do que recebiam os empregados que ganhavam salário mínimo.
    Agora, em 2014, o montante de R$ 2.725,58 (atual valor da diferença entre o valor da remuneração dos empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras de Juiz de Fora e o valor do salário mínimo vigente no Brasil) representa um aumento de R$ 1.263,99 em relação ao ano passado, o que significa que o Sindicato, em apenas um ano, conseguiu aumentar em 86,5% a diferença entre o valor da remuneração mensal recebida pelos empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras de Juiz de Fora e o valor do salário mínimo vigente no País. “Uma bela conquista do Sindicato para os trabalhadores, sem dúvida alguma” – salienta Luiz.
     “Por estas e outras razões, os nossos companheiros trabalhadores devem reconhecer a importância do Sindicato. Afinal, se este Sindicato não existisse, os companheiros que trabalham nos condomínios, ‘shoppings’ e administradoras estariam recebendo apenas o salário mínimo, sem estas vantagens que fazem a diferença entre os ganhos do trabalhador organizado em Sindicato e os recebimentos do trabalhador que não tem uma entidade sindical para defender seus interesses” – afirma o sindicalista.
     Em seguida, ele acrescenta: “Mas graças à existência deste Sindicato e à nossa luta em defesa dos interesses da categoria, os companheiros trabalhadores representados por esta entidade recebem um piso salarial bem superior ao salário mínimo vigente no País. Isso sem falar nas outras melhorias que este Sindicato já conquistou para a nossa laboriosa classe profissional. Exemplificando, podemos citar o adicional noturno de 25% (sendo que a legislação prevê apenas 20% para os empregados urbanos) e o adicional de hora extra de 75% (a Constituição Federal garante apenas 50%), além dos benefícios oferecidos pelo Sindicato aos associados e seus dependentes na área assistencial (assistências médica, odontológica e jurídica)”.
     Após destacar que “tudo isso mostra a grande importância do Sindicato na vida dos trabalhadores”, Luiz arremata: “Seria ótimo para a entidade trabalhista e consequentemente para os próprios trabalhadores se todos eles reconhecessem isso e dessem mais valor à sua entidade de classe”.

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