Junho 2017
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Líderes dos frentistas vão se reunir com MINASPETRO
Eles vão pedir antecipação salarial, reajuste da cesta básica, vale-refeição e medidas de segurança contra assaltos a postos de combustíveis

As entidades sindicais que representam os trabalhadores dos postos de combustíveis deste Estado vão se reunir com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO) na tarde de 7 de julho, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG, nesta Cidade.

Nessa reunião, chamada de encontro quadrimestral, os representantes dos frentistas vão pedir ao Sindicato patronal a concessão de antecipação salarial, reajuste da cesta básica de alimentos, o fornecimento de vale-refeição para os trabalhadores e a adoção urgente de diversas medidas de segurança contra assaltos a postos de combustíveis, já que o número de roubos a esses estabelecimentos vem crescendo cada vez mais.

Quem pediu a realização de tal reunião foi o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini. Ele enviou ofício ao MINASPETRO no dia 22 de maio invocando a cláusula 35ª da Convenção Coletiva de Trabalho da classe, que prevê a realização de encontro quadrimestral para tratar de assuntos de interesse dos empregados e empregadores. De acordo com Guizellini, “logo após receber e-mail do Sindicato patronal marcando a reunião para o dia 7 de julho, o SINTRAPOSTO-MG enviou ofícios a todas as entidades sindicais co-irmãs, que representam os demais empregados nos postos de combustíveis de Minas Gerais, convidando-as para o encontro quadrimestral agendado”.

Guizellini explica que a data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção) da classe é 1º de novembro, mas como há previsão convencional de que as entidades se reúnam de quatro em quatro meses para tratar de assuntos de interesse da categoria, o SINTRAPOSTO resolveu pedir a realização de tal encontro a fim de solicitar ao Sindicato patronal a concessão de benefícios para os frentistas, principalmente a antecipação de reajuste salarial para a recomposição dos salários corroídos pela inflação.

Segundo Guizellini, “os trabalhadores tiveram perda salarial causada pela inflação acumulada nos últimos oito meses, razão pela qual é necessário fazer uma reposição salarial para recompor os salários corroídos pela inflação”. Em seguida, o sindicalista acrescenta: “Aliás, a mesma coisa acontece com o valor da cesta básica de alimentos, que também precisa de reajuste para recompor o seu poder aquisitivo".

Finalizando, Guizellini arremata: “sempre que ocorre perda salarial, há um clamor dos trabalhadores no sentido de que seus salários sejam reajustados, razão pela qual o Sindicato está cumprindo o seu dever de lutar por reposição salarial e reajuste do valor da cesta básica. O Sindicato patronal precisa se sensibilizar para as necessidades dos trabalhadores e atender ao que eles estão reivindicando".



“O COMBATE” completa 65 anos

No dia 6 de julho, "O COMBATE" completa 65 anos de tumultuada existência. Sim, são mais de seis décadas de lutas, de combates, de trabalhos exaustivos, sempre defendendo o povo, principalmente a tão sofrida classe operária.

Cabe destacar que defender o povo e os trabalhadores era o maior ideal do fundador do jornal “O Combate”, o saudoso jornalista Djalma Medeiros, que faleceu em 29 de janeiro de 1987.

Apesar de todas as sabotagens, perseguições e violências praticadas contra este jornal pelos inimigos do povo e da classe trabalhadora, por incrível que pareça, faz 65 anos que “O Combate” vem “combatendo o bom combate”, como dizia o grande apóstolo São Paulo.

No dia 6 de julho de 1952 circulava a primeira edição deste jornal. Com um programa de lutas, “O Combate” se propunha a defender a classe trabalhadora e a combater os inimigos do povo e dos trabalhadores. Nascia, então, um jornal DO TRABALHADOR PARA O TRABALHADOR.

Fundado pelo combativo jornalista Djalma Medeiros (que hoje é nome de uma Avenida no Bairro Barbosa Lage, em Juiz de Fora), “O Combate” travou e continua travando grandes batalhas contra a corrupção, as bandalheiras, a covardia, a opressão, a espoliação e principalmente a exploração do suor dos pobres trabalhadores.

A luta de Djalma Medeiros, na defesa dos trabalhadores, era muito parecida com a luta que seu filho João Batista de Medeiros, continuador da sua obra, vem travando em defesa dos trabalhadores desde 1985, quando assumiu a direção deste jornal. Uma diferença é que a luta de João Medeiros acontece também nos Tribunais da Justiça do Trabalho, já que ele é Advogado Trabalhista.

Por defender com unhas e dentes o nosso povo e principalmente os trabalhadores, “O Combate” já sofreu toda sorte de perseguição e violência. Em 1965, para citar apenas um exemplo dentre tantos, este jornal foi fechado à força pela violência covarde de algumas autoridades canalhas que se aproveitaram do regime de exceção implantado neste País pelo golpe militar de 1964.

Diversos canalhas poderosos já haviam tentado várias vezes calar a voz combativa deste jornal através da Justiça, ou seja, dentro da Lei, mas nunca conseguiram lograr êxito porque “O Combate” sempre defendeu A JUSTIÇA, A VERDADE E O DIREITO, combatendo somente os que pisoteiam esses princípios basilares de nossa conduta. No regime revolucionário, porém, finalmente os canalhas conseguiram, usando e abusando do DIREITO DA FORÇA, o que eles jamais haviam conseguido pela FORÇA DO DIREITO. Mas felizmente conseguimos superar todos os obstáculos, sacudindo a poeira e dando volta por cima. “O Combate” está aí, firme e forte, chegando aos 65 anos, graças a Deus. E os canalhas que nos perseguiram, onde estão? Deus o sabe.

Com uma linha editorial pautada na VERDADE e na FRANQUEZA, este jornal comenta os fatos sempre com clareza e coragem, falando o que realmente o povo quer falar, mostrando a verdade nua e crua, sem reserva, sem máscara e sem rodeios.

Assim tem sido o comportamento do “O Combate” ao longo de toda a sua tumultuada existência. Este jornal jamais recorreu aos descaminhos da omissão, do alheamento e da acomodação. “O Combate” sempre emitiu a sua opinião com franqueza, coragem e bravura cívica, sem temer covardes retaliações ou gestos de intimidação.

E assim “O Combate”, dirigido pelo jornalista e advogado João Batista de Medeiros, continuará a sua luta. Sempre pronto para o que der e vier. Seguindo o exemplo legado pelo bravo jornalista Djalma Medeiros, cujo ideal havemos de levar avante, com fé em Deus e muita coragem. Custe o que custar. E doa em quem doer.

A REDAÇÃO


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