Frentistas ainda não têm reajuste salarial após 8 meses de negociações
   
Junho 2018
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Frentistas ainda não têm reajuste salarial após 8 meses de negociações

À esquerda, o presidente do SINPOSPETRO-BH, Possidônio Valença; o diretor do Sindicato de Uberaba, Milton de Souza; o advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico do SINTRAPOSTO-MG; o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (na cabeceira da mesa), e outros representantes dos frentistas de MG, participando da 2ª audiência de tentativa de conciliação designada pelo TRT-MG no Edifício-Anexo II do Tribunal, em BH, no dia 6 de junho.

O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, outros Sindicatos de frentistas de Minas Gerais e a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (FENEPOSPETRO), atuando em conjunto em negociação coletiva com pauta unificada, realizaram no dia 6 de junho mais uma reunião com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO).

     Foi a 14ª reunião entre as entidades em sete meses de negociação coletiva. No próximo dia 1º de julho, a data-base da categoria (1º de novembro de 2017) estará completando oito meses. “Isso nunca havia acontecido neste século. O Sindicato patronal já chegou a demorar seis meses para fechar acordo para celebração de Convenção Coletiva de Trabalho ou Adendo à CCT, mas oito meses, jamais. Desta vez, a demora já ultrapassou todos os limites, chegando desgraçadamente ao cúmulo do absurdo. É incrível, mas esta é a dura realidade colocada pelo Sindicato patronal na vida já difícil dos frentistas de Minas Gerais, que, derramando diariamente o seu suor em seus locais de trabalho, proporcionam lucros fabulosos aos donos dos postos de combustíveis deste Estado, mas ainda estão até hoje sem reajuste salarial” – afirmou o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini.

    A 14ª reunião entre as entidades foi realizada no Edifício-Anexo II do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), sediado em Belo Horizonte. Foi a segunda audiência de tentativa de conciliação (a primeira ocorreu no dia 9 de maio) designada pelo TRT-MG.

 

Frentistas repudiam proposta patronal que pretende mais arrocho salarial e eliminação de direitos já conquistados

     Conforme “O Combate” já noticiou, o fato de ter surgido impasse na negociação com a comissão negociadora do Sindicato patronal para encerramento da campanha salarial dos empregados nos postos de combustíveis deste Estado levou as entidades sindicais dos frentistas a pedirem ao TRT-MG para mediar o processo de negociação entre as partes na tentativa de acordo para celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da classe. O Juiz Auxiliar da 1ª Vice-Presidência do Tribunal, Antônio Gomes de Vasconcelos, admitiu o procedimento de mediação, criado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para se tentar a conciliação antes de se suscitar dissídio coletivo.

     Iniciado por volta das 11 horas, o 14º encontro dos sindicalistas durou cerca de cinco horas. O Juiz Antônio Gomes de Vasconcelos presidiu a audiência, que contou com a presença do Procurador Arlélio de Carvalho Lage, do Ministério Público do Trabalho. Os representantes dos trabalhadores e os da classe patronal debateram diversos assuntos de interesse dos empregados e empregadores dos postos de combustíveis de Minas Gerais, mas não chegaram a um acordo para celebração da nova Convenção.

     O MINASPETRO insistiu em sua contraproposta, apresentada na 11ª reunião entre as entidades sindicais, realizada no Ministério do Trabalho, em Belo Horizonte, no dia 13 de março de 2018, quando ofereceu reajuste salarial de 1,83%; R$ 2,20 de reajuste na cesta básica de alimentos; e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas no valor de R$ 330,00. Em troca disso, o Sindicato patronal quer a redução do adicional de hora extra de 70% para 50%; o fim da garantia de descanso em pelo menos dois domingos por mês, passando para apenas um domingo por mês; a redução do intervalo para descanso e alimentação para meia hora; a criação de “banco de horas” de um ano para não mais ser preciso o pagamento de horas extras trabalhadas, pois elas seriam compensadas em outros dias; e até a mudança dos feriados, passando-os para outros dias de interesse dos patrões.

     Os representantes dos frentistas rejeitaram e até repudiaram veementemente a contraproposta patronal, classificando-a de “indecente e absurda, pois representa mais arrocho salarial e eliminação de direitos já conquistados pelos trabalhadores”, como afirmou o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini. Além disso, os representantes dos frentistas querem que a PLR neste ano seja superior a R$ 660,00 porque ela já ficou congelada em R$ 660,00 nos últimos três anos.

    Após longos debates, o representante do Ministério Público sugeriu o adiamento da rodada de negociação para a segunda quinzena de julho, “para que as partes possam amadurecer, juntamente com as categorias reunidas em suas respectivas assembleias, os debates ocorridos durante a audiência”. O Juiz Mediador aceitou a sugestão e suspendeu a audiência por quarenta dias, designando audiência em continuidade, a ser realizada no próximo dia 17 de julho.

      CLIQUE AQUI para ver a ata da 2ª audiência, realizada em 6/6/2018.


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