Março de 2012
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SINDEDIF-JF - Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra,
Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora

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Trabalhadores dos condomínios comerciais, "shoppings" e administradoras ganham
R$ 1.171,30 a mais

     Ao contrário dos trabalhadores não organizados em Sindicato, os quais recebem apenas o salário mínimo vigente no Brasil, os empregados que têm Sindicato recebem mais do que o salário mínimo porque têm direito ao piso salarial da classe, que geralmente é superior ao salário mínimo.
     O piso salarial não é uma liberalidade ou generosidade de nenhum patrão, é uma conquista do Sindicato trabalhista.
    Se a entidade trabalhista não conseguir, através da luta sindical, melhorias salariais para os seus trabalhadores, os empregadores não serão tão bonzinhos a ponto de conceder reajustes salariais a seus empregados e livre e espontânea vontade. Claro que não.
    Na verdade, os Sindicatos trabalhistas, de modo geral, batalham bastante na mesa de negociação com o Sindicato patronal, para conseguir melhores salários e melhores condições de vida e de trabalho para os seus trabalhadores. Por fim, após muitas dificuldades, os Sindicatos trabalhistas conquistam, a duras penas e com muita luta, os reajustes salariais tão desejados pelos trabalhadores. Isso não cai do céu e não é presente ou bondade de nenhum patrão.
    Se outras razões não existissem, bastaria este motivo para justificar a utilidade e a importância do Sindicato trabalhista.
    Na verdade, são vários os aspectos que mostram que o Sindicato trabalhista é muito importante na luta dos trabalhadores por melhorias salariais e por melhores condições de vida e de trabalho. Mas não há dúvida de que o mais importante de todos esses aspectos é justamente este: o salário recebido por trabalhadores integrantes de categorias organizadas em Sindicato, o qual é sempre (ou quase sempre) superior ao salário mínimo.
    No nosso caso, por exemplo, o piso salarial dos funcionários dos condomínios comerciais, centros comerciais (“shoppings centers”), administradoras de imóveis e administradoras de condomínios é de R$ 712,10, sendo, portanto, R$ 90,10 a mais do que o salário mínimo, que é de R$ 622,00. Assim, os empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras de imóveis e de condomínios ganham mensalmente R$ 90,10 a mais do que recebem os empregados que ganham salário mínimo. Isso por mês!
    Vale a pena calcular quanto isso dá em 12 meses (período de vigência da Convenção Coletiva de Trabalho que garante este piso salarial aos empregados representados por este Sindicato).
    São 13 salários (12 durante o ano + o 13º), além do pagamento das férias e do depósito mensal do FGTS. Só nos 13 salários a diferença é a seguinte: os empregados dos condomínios comerciais, “shoppings” e administradoras de imóveis e condomínios recebem R$ 1.171,30 a mais do que recebem os empregados que ganham salário mínimo. Vale repetir: isso só nos 13 salários do ano, sem contar as férias e o FGTS. Na próxima edição deste jornal, faremos os cálculos no caso dos funcionários dos condomínios residenciais.
    Por estas e outras razões, os nossos companheiros trabalhadores devem reconhecer a importância do Sindicato. Afinal, se este Sindicato não existisse, os companheiros que trabalham nos condomínios, “shoppings” e administradoras estariam recebendo apenas o salário mínimo, sem estas vantagens que fazem a diferença entre os ganhos do trabalhador organizado em Sindicato e os recebimentos do trabalhador que não tem uma entidade sindical para defender seus interesses.
    Mas graças à existência deste Sindicato e à nossa luta em defesa dos interesses da categoria, os companheiros trabalhadores representados por esta entidade recebem um piso salarial bem superior ao salário mínimo vigente no País.
    Isso sem falar nas outras melhorias que este Sindicato já conquistou para a nossa laboriosa classe profissional. Exemplificando, podemos citar o adicional noturno de 25% (sendo que a legislação prevê apenas 20% para os empregados urbanos) e o adicional de hora extra de 75% (a Constituição Federal garante apenas 50%), além dos benefícios oferecidos pelo Sindicato aos associados e seus dependentes na área assistencial (assistências médica, odontológica e jurídica).
     Daí a grande importância do Sindicato na vida dos trabalhadores.
   Finalizando, vale ressaltar que seria ótimo para a entidade trabalhista e consequentemente para os próprios trabalhadores se todos eles reconhecessem isso e dessem mais valor à sua entidade de classe.

 A DIRETORIA
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