Março de 2013
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Em visita às bases, diretores do SINTRAPOSTO veem entrosamento entre frentistas e Sindicato

     Durante vários dias de fevereiro, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, e outros dois diretores da entidade, Mauro de Oliveira Ruela e Luiz Geraldo Martinho, estiveram em vários postos de combustíveis localizados em cidades que compõem a base territorial de abrangência do Sindicato, no interior de Minas Gerais.
    O objetivo da visita às bases foi o de informar pessoalmente aos frentistas o andamento da campanha salarial da categoria e também orientá-los acerca de seus direitos trabalhistas.
    Distribuindo exemplares do jornal “O Combate”, contendo notícias de interesse dos frentistas, e também um boletim que repudiava o posicionamento do MINASPETRO no processo de negociação e conclamava os trabalhadores à deflagração de uma greve por tempo indeterminado nos postos de combustíveis de Minas Gerais, já que, na ocasião, decorridos mais de três meses da data-base da categoria (1º de novembro), o acordo com o MINASPETRO ainda não tinha sido fechado, os dirigentes sindicais conversaram com muitos empregados de postos de combustíveis sobre a constante luta da entidade por melhorias salariais e melhores condições de trabalho para a classe.
    Os sindicalistas fizeram um trabalho de orientação e esclarecimento aos frentistas, colocando-os a par de seus direitos, dissipando suas dúvidas e lhes informando sobre as negociações realizadas com o Sindicato patronal no sentido de conseguir reajuste salarial, PLR (Participação nos Lucros e Resultados da empresa), cesta básica de alimentos e outros benefícios para a categoria.
    Guizellini ressaltou que “em quase todos os postos visitados pelo Sindicato, os trabalhadores se mostraram muito revoltados com o arrocho salarial causado pelos donos de postos de gasolina”. Isso, segundo ele, tem levado um grande número de frentistas a preferir trabalhar em outros setores, como, por exemplo, o comércio e a construção civil.
    Além disso, ainda de acordo com o presidente do SINTRAPOSTO-MG, muitos frentistas se revelaram indignados também com a demora do processo de negociação salarial. “Muitos frentistas, indignados com esta demora causada pelo Sindicato patronal e também com esse achatamento salarial, já falavam até em paralisação de suas atividades” – ressaltou o sindicalista.
    Após trocar ideias com os trabalhadores, esclarecer suas dúvidas e ouvir suas reivindicações, bem como “fazer coro com suas revoltas e indignações causadas pelas atitudes da classe patronal contra os trabalhadores”, Guizellini se mostrou muito satisfeito com a disposição da categoria em apoiar a luta do Sindicato. “Esse trabalho de constante visitação às bases, levando a direção da entidade a manter contato pessoal, direto e permanente com os trabalhadores, é muito importante para nós e para eles também, pois propicia um entrosamento cada vez maior entre a direção do Sindicato e a categoria” – disse o sindicalista.
    Em seguida, ele acrescentou: “Já que muitos trabalhadores não podem ir ao Sindicato, a entidade vai até o local de serviço desses trabalhadores, levando informações e orientações e buscando a união de todos em torno de um objetivo comum: a conquista de mais benefícios para toda a nossa classe”.
    Segundo Guizellini, esse trabalho, que vem sendo realizado há muitos anos pelo Sindicato, “tem gerado bons frutos, fortalecendo a entidade e a categoria, e deixando contentes os nossos colegas frentistas, já que vimos a satisfação deles ao receberem a nossa visita em seus locais de trabalho”.

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o primeiro à direita), ao lado de frentistas no interior de MG
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