Março de 2015
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Para sindicalista, povo protestou contra mazelas que assolam o Brasil

Em entrevista ao jornal “O Combate”, o presidente do SINDEDIF-JF (Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora), Luiz José da Silva, avaliou as manifestações populares ocorridas no Brasil no último dia 15 de março.

     Para o sindicalista, “o povo deu mais um grande grito de liberdade, protestando contra a corrupção, as bandalheiras e a incompetência de diversas autoridades brasileiras, pois já está cansado de trabalhar muito e pagar tantos impostos sem que tal sacrifício seja retribuído e recompensado por obras públicas verdadeiramente importantes e necessárias e que melhorem a qualidade de vida da população, principalmente nas áreas da saúde e da educação”.

     Segundo Luiz, “tanto nas manifestações de agora quanto naquelas que sacudiram o País em junho de 2013, o povo mostrou que o Brasil não está mais ‘deitado eternamente em berço esplêndido’, mas sim de pé, atento a tudo e a todos, ativo e pronto para exercer seus direitos de cidadania, custe o que custar e doa em quem doer”. 

     De fato, no dia 15 de março, o povo foi para as ruas em todo o Brasil, de ponta a ponta, inclusive em Juiz de Fora, realizando grandes manifestações históricas como no tempo dos comícios pelas “Diretas Já” e dos “Caras Pintadas” que expulsaram Fernando Collor de Mello da Presidência da República.

     “Revoltado com os políticos corruptos e incompetentes, que deixam milhões de brasileiros na miséria, o povo protestou contra as várias mazelas que assolam o Brasil” – afirmou Luiz. Em seguida, ele citou algumas dessas mazelas: “O povo já não aguenta mais as bandalheiras, as corrupções, as roubalheiras; o superfaturamento de obras públicas; a falta de médicos e vagas nos hospitais; a falta de educação e cultura, que são direitos do povo e obrigações dos governantes; os aumentos absurdos de preços e tarifas (e o governo ainda aumentou mais os combustíveis, os impostos e as tarifas de água e energia elétrica); os péssimos e caros serviços de transporte coletivo; as aposentadorias e pensões minguadas, que levam milhões de aposentados e pensionistas ao desespero (e o governo ainda teve a audácia de piorar mais ainda a pensão por morte). Enfim, são tantos os problemas que só fazem empobrecer cada vez mais o nosso País que provavelmente nem Jó teria tanta paciência para suportar tamanho sofrimento”.

     O sindicalista lembra que “o noticiário da imprensa nacional revela que milhões de brasileiros morrem todos os dias nas filas desumanas dos hospitais imprestáveis; nas estradas esburacadas que provocam incontáveis desastres; nas ruas perigosas que só oferecem violência, assaltos, drogas e outras pragas; e ainda outros milhões de brasileiros morrem de fome todos os dias porque não têm empregos ou porque têm subempregos e salários miseráveis”.

     Finalizando, Luiz arremata: “Esperamos que as nossas autoridades tenham realmente escutado o grito do povo, saibam interpretar bem a voz das ruas e tomem as devidas providências que o povo requer, combatendo e eliminando as diversas mazelas que afligem o tão sofrido povo brasileiro”.

Diretores do SINTRAPOSTO-MG veem entrosamento com frentistas

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (ao centro), conversando com frentistas no interior de MG

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, e o diretor-secretário da entidade, Luiz Geraldo Martinho, acompanhados do advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico do Sindicato, estiveram recentemente em postos de combustíveis localizados em cidades que compõem a base territorial de abrangência do Sindicato, no interior de Minas Gerais.

     O objetivo da visita às bases foi o de informar pessoalmente aos frentistas como estava o andamento da campanha salarial da categoria e também orientá-los acerca de seus direitos trabalhistas.

     Distribuindo exemplares do jornal “O Combate”, contendo notícias de interesse dos frentistas, e também um boletim do SINTRAPOSTO-MG, os dirigentes sindicais conversaram com muitos empregados de postos de combustíveis sobre a constante luta do Sindicato por melhorias salariais e outros benefícios para os trabalhadores representados pela entidade.      

     Os sindicalistas fizeram um trabalho de orientação e esclarecimento aos frentistas, colocando-os a par de seus direitos, dissipando suas dúvidas e lhes informando sobre as negociações realizadas com o Sindicato patronal no sentido de conseguir reajuste salarial, PLR (Participação nos Lucros e Resultados da empresa), cesta básica de alimentos e outros benefícios para a categoria.

     Após trocar ideias com os trabalhadores, esclarecer suas dúvidas e ouvir suas reivindicações, bem como “fazer coro com suas revoltas e indignações causadas pelas atitudes da classe patronal contra os trabalhadores”, Guizellini se mostrou muito satisfeito com a disposição da categoria em apoiar a luta do Sindicato. “Esse trabalho de constante visitação às bases, levando a direção da entidade a manter contato pessoal, direto e permanente com os trabalhadores, é muito importante para nós e para eles também, pois propicia um entrosamento cada vez maior entre a direção do Sindicato e a categoria” – disse o sindicalista.

     Em seguida, ele acrescentou: “Já que muitos trabalhadores não podem ir ao Sindicato, a entidade vai até o local de serviço desses trabalhadores, levando informações e orientações e buscando a união de todos em torno de um objetivo comum: a conquista de mais benefícios para toda a nossa classe”.

     Segundo Guizellini, esse trabalho, que vem sendo realizado há muitos anos pelo Sindicato, “tem gerado bons frutos, fortalecendo a entidade e a categoria, e deixando contentes os nossos colegas frentistas, já que vimos a satisfação deles ao receberem a nossa visita em seus locais de trabalho”.

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