Março 2019
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Sintraposto faz mais uma reunião com Minaspetro

Guilherme Storino, Maria Lúcia Di Iório, Maurício Vieira e Klaiston Soares, do MINASPETRO; Paulo Guizellini e Rômulo Garbero, do SINTRAPOSTO-MG, participando da 6ª reunião, na sede do Sindicato patronal, em BH, no dia 22 de março.

Iniciada no dia 28 de novembro do ano passado, quando foi realizada a primeira reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG e o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais - MINASPETRO, a negociação coletiva dos empregados dos postos de combustíveis, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens de Juiz de Fora e Região, referente à data-base de 1º de novembro de 2018, teve mais uma rodada de negociação no dia 22 de março.

Como se recorda, a campanha salarial da classe começou no dia 12 de setembro de 2018, quando foi realizada a assembleia geral da categoria que aprovou a pauta de reivindicações encaminhada em outubro ao Sindicato patronal.

Na reunião do dia 22 de março, que representou a sexta rodada de negociação da data-base de 2018, a comissão negociadora do MINASPETRO se limitou a apresentar a mesma proposta colocada na mesa de negociação durante a audiência de mediação e conciliação realizada no dia 19 de fevereiro, no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), no caso do dissídio coletivo suscitado pelo Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Lava-Rápido e Troca de Óleo de Belo Horizonte e Região – SINPOSPETRO-BH contra o MINASPETRO.

Os representantes dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta patronal por entenderem que, como afirmou o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, “essa contraproposta do MINASPETRO apresentada nessas rodadas de negociação não atende às necessidades dos frentistas”.

Diante da dificuldade de acordo, após quase duas horas de conversação, a reunião foi encerrada sem uma definição.

Segundo Guizellini, “novas providências serão tomadas nos próximos dias”.

 

Em 2019, três reuniões diretas sem definição

Neste ano, conforme “O Combate” já noticiou, o SINTRAPOSTO-MG e as outras entidades sindicais que representam os demais empregados dos postos de gasolina deste Estado tiveram duas reuniões com o MINASPETRO na sede da entidade patronal, em Belo Horizonte, nos dias 29 de janeiro e 12 de fevereiro, para negociação da pauta de reivindicações dos trabalhadores.

Na reunião de 29 de janeiro, que representou a quarta rodada de negociação da data-base de 2018, o MINASPETRO apresentou contraproposta de 3% de reajuste salarial (o que elevaria o salário básico mensal de R$ 1.074,54 para R$ 1.106,77); o mesmo índice (3%) seria usado para reajustar a cesta básica de alimentos ou vale-alimentação, que passaria a ter o valor mínimo de R$ 123,60, com R$ 3,60 de reajuste (o atual valor é de R$ 120,00); PLR (Participação nos Lucros e Resultados) da empresa no valor de R$ 250,00 e seguro de vida em grupo no valor de R$ 19.000,00.

Já na quinta rodada de negociação, no dia 12 de fevereiro, o MINASPETRO avançou um pouco na sua contraproposta, oferecendo 3,5% de reajuste salarial (passando o salário básico mensal para R$ 1.112,14) e 4% de reajuste da cesta básica de alimentos ou vale-alimentação, que passaria a ter o valor mínimo de R$ 124,80; PLR (Participação nos Lucros e Resultados) da empresa no valor de R$ 300,00 e seguro de vida em grupo no valor de R$ 19.000,00.

Nas duas reuniões, o Sindicato patronal apresentou também proposta de redução do adicional de hora extra da classe, baixando-o de 60% (percentual previsto na última Convenção Coletiva de Trabalho da categoria) para 50%, mesmo percentual previsto na Constituição Federal como percentual mínimo.

Na ocasião, os representantes dos trabalhadores rejeitaram as contrapropostas patronais afirmando “não haver clima para apresentação de mais cortes à categoria profissional”, como, por exemplo, o corte do atual adicional de hora extra de 60%.

No encontro do dia 12 de fevereiro, depois de duas horas de conversação, os representantes dos frentistas e os da classe patronal, não tendo chegado a um acordo para celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, resolveram encerrar a reunião, ocasião em que o MINASPETRO prometeu agendar novo encontro logo após a realização da audiência de mediação e conciliação, então marcada para o dia 19 de fevereiro, no TRT-MG, no caso do dissídio coletivo suscitado pelo SINPOSPETRO-BH contra o MINASPETRO.

Os representantes do SINTRAPOSTO-MG queriam que a nova rodada de negociação fosse agendada e realizada antes da referida audiência, mas a Comissão Negociadora do MINASPETRO disse que só podia se reunir novamente com as entidades sindicais dos trabalhadores depois da realização da audiência. Assim, no dia 11 de março, 20 dias depois da referida audiência, a Comissão Negociadora do MINASPETRO marcou para o dia 22 de março a sexta rodada de negociação, que terminou sem definição.


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