Novembro de 2012
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Demora na negociação prejudica mais os empregadores do que os trabalhadores
O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o primeiro à esquerda), participando da primeira rodada
de negociação com a Comissão Negociadora do MINASPETRO (à direita), na sede do Sindicato patronal,
em Belo Horizonte, no dia 20 de novembro

    Após lamentar o fato de mais uma vez a negociação com o Sindicato pat ronal estar demorando, o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, ressaltou que “esta demora não é boa para ninguém, pois sempre prejudica tanto os trabalhadores quanto os empregadores” . E acrescentou: “Mas é claro que prejudica mais ainda os empregadores, pois quando for fechado acordo, eles terão de pagar todas as diferenças salariais e de valores da cesta básica acumuladas desde 1º de novembro de 2012, já que o reajuste do salário e da cesta terá efeito retroativo a esta data. E é lógico que isso vai sobrecarregar financeiramente os patrões”.
     Em seguida, o sindicalista assinalou: “Pior é que os empregadores ainda terão de pagar os encargos sociais com multa por causa do atraso, já que pagam, nesse caso, fora do prazo”.
     Guizellini reconheceu que os trabalhadores, por sua vez, também são prejudicados pela demora da negociação. “Infelizmente, esta demora, causa da unicamente pelo Sindicato patronal, prejudica também os trabalhadores, porque, assim, eles não recebem o reajuste salarial no tempo certo, ou seja, no mês seguinte à data-base”, disse o sindicalista.
     Mas ele ressaltou que o prejuízo dos trabalhadores não chega a ser tão grande quanto o prejuízo da classe patronal. E explicou: “É que quando for celebrado o Termo Aditivo, todos os trabalhadores, que vinham recebendo salários e cesta básica sem reajuste, vão receber todas as diferenças salariais e de valores da cesta básica acumuladas desde a database. Isso, às vezes, chega a ser uma boa ‘bolada’, como se eles tivessem feito uma caderneta de poupança para depósito do dinheiro correspondente aos reajustes conquistados pelo Sindicato para os trabalhadores”.
     Finalizando, Guizellini salientou: “A verdade é que o atraso da negociação sempre prejudica os empregadores e os trabalhadores. Por isso, estamos sempre dispostos a fazer tudo o que pudermos para que a negociação com o Sindicato
patronal seja mais ágil. E tanto isso é verdade que encaminhamos a nossa pauta de reivindicações ao MINASPETRO com bastante antecedência, ou seja, no dia 8 de outubro, quase um mês antes da nossa data-base”. E o sindicalista arrematou: “Fizemos, portanto, a nossa parte para a agilização da negociação. Mas o Sindicato patronal só se dispôs a se reunir conosco para o início do processo de negociação no dia 20 de novembro, quando foi realizada a primeira reunião. Agora, cabe perguntar: quem é que atrasa a negociação?”

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M.R. GOMIDE - Jornalista
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