Novembro de 2013
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Minaspetro oferece mais 1,18% de reajuste para os frentistas
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O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o terceiro, da esquerda para a direita), ao lado do advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico da entidade, participando da 5ª rodada de negociação com a Comissão Negociadora do MINASPETRO (à direita), na sede do Sindicato patronal, em Belo Horizonte, no dia 20 de novembro

     O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG, juntamente com outras entidades que representam os demais empregados dos postos de gasolina de Minas Gerais, voltou a se reunir com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO).
A reunião representou a quinta rodada de negociação referente à data-base deste ano objetivando a celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria para fixação dos novos valores do salário-base da classe, da cesta básica de alimentos e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) da empresa, além da concessão de outros benefícios para os empregados dos postos de combustíveis de MG.
     Após quatro horas de negociação, os representantes dos trabalhadores e os da classe patronal novamente não chegaram a um acordo.
     Iniciado às 15h15min do dia 20 de novembro, o encontro terminou às 19h e aconteceu na sede do MINASPETRO, em Belo Horizonte, mesmo local em que foram realizadas as quatro reuniões anteriores.
     No encontro anterior, que representou a quarta rodada de negociação, realizada no dia 7 de novembro, o MINASPETRO ofereceu reajuste de 4,40%. Isso significaria um reajuste de R$ 32,16 no salário-base da classe, R$ 24,94 na PLR e R$ 2,64 na cesta básica.
     Na quinta reunião, o Sindicato patronal elevou em 1,18% a sua proposta de reajuste, oferecendo aos frentistas o mesmo percentual do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos 12 meses, ou seja, o índice de 5,58%, sem nenhum ganho real.
     Segundo o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, tal proposta do MINASPETRO “foi veementemente rejeitada na mesma hora por todos nós, representantes dos trabalhadores, porque não atende às mínimas necessidades dos frentistas e representa mais achatamento salarial para uma valorosa e valiosa classe profissional que já está com a corda no pescoço há muito tempo”.
     Para Guizellin, “a campanha salarial da categoria neste ano está tão difícil quanto nos anos anteriores, sendo que já houve cinco rodadas de negociação e nenhuma proposta patronal digna de aceitação”.
     Diante da dificuldade de acordo, já que, segundo Guizellini, “os frentistas não têm como aceitar as propostas indecentes, humilhantes e revoltantes apresentadas pelo Sindicato patronal, que insiste em arrochar cada vez mais os salários da categoria”, as entidades resolveram marcar nova reunião. Os representantes dos frentistas queriam que a nova rodada de negociação fosse agendada ainda para o mês de novembro, mas o MINASPETRO disse que só podia se reunir novamente com a bancada dos trabalhadores no mês seguinte, e assim o novo encontro foi marcado para o dia 9 de dezembro.

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Frentistas já falam até em cruzar os braços

     Em entrevista ao “O Combate”, o presidente do SINTRAPOSTO-MG ressaltou que a entidade tem visitado muito as suas bases em Juiz de Fora e no interior de Minas Gerais com o objetivo de informar pessoalmente aos frentistas o andamento da campanha salarial da categoria e também orientá-los acerca de seus direitos trabalhistas. Paulo Guizellini lembrou que, conforme já noticiado por este jornal, a direção do Sindicato esteve recentemente em vários postos de gasolina localizados em Barbacena e também em diversas outras cidades que compõem a base territorial do Sindicato.
     Distribuindo exemplares do jornal “O Combate” e boletins do SINTRAPOSTO, contendo notícias de interesse dos frentistas, a direção da entidade vem conversando muito com inúmeros empregados de postos de combustíveis sobre a constante luta do Sindicato por melhorias salariais e melhores condições de trabalho para a classe.
     Segundo Guizellini, os frentistas estão indignados e revoltados com a demora do processo de negociação salarial, já que a data-base da categoria é 1º de novembro e até hoje, após cinco rodadas de negociação, ainda não foi fechado o tão esperado acordo salarial. “Muitos frentistas, indignados com esta demora causada pelo Sindicato patronal e revoltados com o absurdo achatamento salarial imposto aos trabalhadores pela entidade patronal, já falam até em paralisação de suas atividades” – salientou o sindicalista, acrescentando que “se o Sindicato patronal não parar de arrochar os salários da categoria, tudo indica que em breve os trabalhadores vão cruzar os braços, pois os salários dos frentistas em vários outros Estados são superiores ao salário dos frentistas de Minas Gerais”.

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