Novembro de 2013
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A morte levou uma grande combatente
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Dona Sebastiana Garcia de Almeida entre netos e bisnetos. Ela foi, por muitos anos, gerente do “O Combate”, sendo que seu nome figurava assim no cabeçalho do jornal: “Gerente: S. G. Almeida”, como se vê no jornal “O Combate” de 2 de outubro de 1953

     Faleceu no dia 6 de novembro, aos 90 anos de idade, no Hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora, onde estava internada havia mais de um mês, em consequência de pneumonia, isquemia e várias complicações que agravaram o seu quadro clínico, a senhora Sebastiana Garcia de Almeida, viúva do saudoso jornalista Djalma Medeiros, fundador do jornal “O Combate”, e mãe do diretor deste jornal, João Batista de Medeiros.
     Dona Sebastiana foi, por muitos anos, gerente do “O Combate”, sendo que seu nome figurava assim no cabeçalho do jornal: “Gerente: S. G. Almeida”.
     Ao lado de Djalma, então diretor-redator-chefe do “O Combate”, ela lutou pelas boas causas abraçadas por este jornal, enfrentando as mais diversas dificuldades que se antepuseram ao caminho deste veículo de comunicação. A história da vida de dona Sebastiana se confunde com a história da existência sempre tumultuada do “O Combate”.
     Defender o povo e os trabalhadores era o maior ideal tanto de Djalma quanto de dona Sebastiana. Sob a gerência da grande combatente S. G. Almeida e a direção do combativo jornalista Djalma Medeiros (que hoje é nome de uma Avenida no Bairro Barbosa Lage, em Juiz de Fora), “O Combate” travou grandes batalhas contra a corrupção, as bandalheiras, a covardia, a opressão, a espoliação e principalmente a exploração do suor dos pobres trabalhadores.
     A luta de Djalma e Sebastiana, na defesa dos trabalhadores, era muito parecida com a luta que seu filho João Batista de Medeiros, continuador da sua obra, vem travando em defesa dos trabalhadores desde 1985, quando assumiu a direção deste jornal. Uma diferença é que a luta de João Medeiros acontece também nos Tribunais da Justiça do Trabalho, sempre defendendo os trabalhadores, já que ele é Advogado Trabalhista.
     Por defender com unhas e dentes o nosso povo e principalmente os trabalhadores, “O Combate” já sofreu toda sorte de perseguição e violência. Em 1965, para citar apenas um exemplo dentre tantos, este jornal foi fechado à força pela violência covarde de algumas autoridades canalhas que se aproveitaram do regime de exceção implantado neste País pelo golpe militar de 1964.
     Diversos canalhas poderosos já haviam tentado várias vezes calar a voz combativa deste jornal através da Justiça, ou seja, dentro da Lei, mas nunca conseguiram lograr êxito porque “O Combate” sempre defendeu a JUSTIÇA, a VERDADE e o DIREITO, combatendo somente os que pisoteiam esses princípios basilares de nossa conduta.
     No regime revolucionário, porém, finalmente os canalhas conseguiram, usando e abusando do DIREITO DA FORÇA, o que eles jamais haviam conseguido pela FORÇA DO DIREITO. Mas felizmente conseguimos superar todos os obstáculos, levantando-nos, sacudindo a poeira e dando volta por cima. E dona Sebastiana estava lá, na luta, no combate, ao lado de Djalma, sofrendo, resistindo, enfrentando e depois vencendo todas as dificuldades.
     Ela era realmente uma grande combatente. Usando palavras do grande apóstolo São Paulo, bem que a dona Sebastiana, que era evangélica, poderia dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé; desde agora a Coroa da Justiça me está reservada, a qual o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas também a todos aqueles que amarem a Sua vinda” (2ª Carta do Apóstolo Paulo a Timóteo, capítulo 4, versículos 7 e 8).
     Dona Sebastiana lutou muito durante toda a sua vida. Agora, só nos resta dizer: enfim, descanse em paz, dona Sebastiana.

A REDAÇÃO

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FRENTISTAS DE MINAS GERAIS EM CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA

     A exemplo do que aconteceu em anos anteriores, o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG vem participando das negociações com o MINASPETRO (ver matéria na página 2) juntamente com os outros Sindicatos de frentistas de Minas Gerais e com a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (FENEPOSPETRO).
     Assim, estão atuando em conjunto, com pauta unificada, as seguintes entidades que representam os empregados dos postos de combustíveis do Estado: SINTRAPOSTO-MG (que representa os frentistas de Juiz de Fora e Região); FENEPOSPETRO (que representa os frentistas onde não há base territorial de Sindicato da categoria); Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Belo Horizonte e Região; Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Uberaba e Região; e Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Lava-Rápido e Troca de Óleo do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

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