Novembro de 2015
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Sindicalista sugere que postos de combustíveis invistam na mão de obra dos frentistas para terem mais lucros

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o 2º da esquerda para a direita), participando da 1ª rodada de negociação com a Comissão Negociadora do MINASPETRO (à direita), na sede do Sindicato patronal, em Belo Horizonte, no dia 24 de novembro.

     Ao avaliar a primeira reunião da negociação coletiva de 2015, realizada no dia 24 de novembro entre os representantes dos empregados dos postos de combustíveis de Minas Gerais e o Sindicato patronal (ver matéria na primeira página), o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, afirmou que “o resultado já era esperado, porque geralmente a primeira reunião entre as entidades sempre funciona apenas como uma preliminar do processo negocial, sendo que só se entra mesmo no mérito das questões colocadas na pauta de reivindicações dos frentistas a partir da segunda reunião”.

     Segundo Guizellini, “as expectativas da categoria profissional são de que a classe patronal conceda aos trabalhadores um reajuste justo e digno no salário-base da categoria e nos valores da cesta básica e da PLR porque ‘as vendas de combustíveis cresceram’, de acordo com afirmações do presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), Paulo Miranda Soares, que já foi presidente do MINASPETRO durante muitos anos. Guizellini informou que o Sr. Paulo Miranda Soares disse isso durante a 12ª ExpoPostos & Conveniência 2015 – XII Feira e Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Food Service, realizada em 05 de agosto deste ano em São Paulo.

     E Guizellini acrescentou: “Aliás, o Sr. Paulo Miranda Soares chegou a afirmar que ‘nosso mercado é pujante e segue investindo’. Então, nada melhor do que investir na mão de obra que ajuda esse mercado a ser pujante, proporcionando bons lucros aos donos dos postos de combustíveis. E investir da melhor maneira possível, ou seja, concedendo aos trabalhadores um reajuste justo e digno tanto no salário-base da categoria quanto nos valores da cesta básica e da PLR, pois investindo na mão de obra dos frentistas, os postos certamente terão lucros ainda melhores e, assim, seus proprietários logo verão que os gastos com a mão de obra dos frentistas não são apenas despesas, mas sim ótimo investimento”.   

O presidente do SINDEDIF-JF, Luiz José da Silva, e a presidente do Sindicato patronal, Sheila Rakauskas Pereira da Costa, durante a 1ª reunião da negociação coletiva de 2016, realizada no dia 10 de novembro de 2015.

     A campanha salarial dos empregados dos condomínios de Juiz de Fora, iniciada em outubro, já teve a sua primeira rodada de negociação.

     Embora a data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria ainda esteja um pouco distante (1º de janeiro), o Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora - SINDEDIF-JF, que representa esses trabalhadores, e o Sindicato dos Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira, que representa a classe patronal, resolveram se reunir mais cedo desta vez. É que as duas entidades estão querendo que o processo de negociação salarial neste ano seja mais ágil.

     Assim, na tarde do dia 10 de novembro, na sede da entidade trabalhista, aconteceu a primeira reunião da negociação coletiva de 2016. Como se recorda, no ano passado, a campanha salarial da classe teve a sua primeira rodada de negociação no dia 12 de dezembro.

     Na primeira reunião da negociação coletiva de 2016, o SINDEDIF se fez representar por seu presidente, Luiz José da Silva, pelo diretor Francisco de Assis dos Santos Passos e pelo advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico da entidade. E o Sindicato patronal estava representado por sua presidente, Sheila Rakauskas Pereira da Costa, e pelo advogado Cristiano Tostes.

     Os representantes dos trabalhadores e os da classe patronal debateram diversos assuntos de interesse dos trabalhadores e dos empregadores durante quase duas horas, mas não chegaram a um acordo sobre o índice de reajuste a ser aplicado aos salários dos trabalhadores a partir de 1º de janeiro de 2016 e nem sobre o novo valor do tíquete-alimentação.

     O Sindicato patronal examinou cada um dos pedidos constantes da pauta de reivindicações que lhe foi encaminhada pelo SINDEDIF e apresentou suas contrapropostas, que foram anotadas pelos representantes da categoria profissional para análise.  

     O presidente do SINDEDIF informou que vai examinar com os trabalhadores a possibilidade (ou não) de aceitar as propostas apresentadas na mesa de negociação pelo Sindicato patronal.

      Nova reunião deverá ser realizada em dezembro.

     Segundo Luiz, o fechamento de um bom acordo com o Sindicato patronal depende fundamentalmente da união e do apoio da categoria. Por isso, ele voltou a pedir o respaldo dos trabalhadores: “Neste momento em que estamos iniciando a negociação coletiva com o Sindicato patronal para renovação da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, quando então os salários dos trabalhadores representados por este Sindicato serão reajustados, vale reafirmar que é muito importante a união total e consistente dos trabalhadores em torno da direção do Sindicato, participando ativamente da luta da entidade e apoiando a nossa atuação perante o Sindicato patronal, para que possamos conseguir melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para toda a categoria”.

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