Novembro 2016
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Na 1ª rodada de negociação da campanha salarial dos frentistas, Sindicato patronal propõe 3% de reajuste

     A campanha salarial dos empregados dos postos de combustíveis, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens de Juiz de Fora e Região, iniciada no dia 26 de setembro, quando foi realizada a assembleia geral da categoria que aprovou a pauta de reivindicações dos trabalhadores a ser negociada com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO), teve no dia 29 de novembro a primeira rodada de negociação.

     O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG e as outras entidades sindicais que representam os demais empregados dos postos de gasolina de Minas Gerais se reuniram com o Sindicato patronal para negociação da pauta de reivindicações dos frentistas deste Estado, cuja data-base (ocasião de reajuste salarial e concessão de outros benefícios aos trabalhadores) é 1º de novembro.

     A reunião, que durou uma hora e meia, teve início às 15h30min, com meia hora de atraso, e foi realizada na sede da entidade patronal, em Belo Horizonte.

     O MINASPETRO apresentou proposta de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) e apenas 3% de reajuste do salário-base e da cesta básica de alimentos.  Os representantes dos frentistas não aceitaram a proposta patronal, considerando-a “muito abaixo das necessidades dos trabalhadores do setor”, conforme disse o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini.

     Diante da dificuldade de acordo, já que, segundo Guizellini, “os frentistas não têm como aceitar tal proposta”, as entidades marcaram nova reunião para o dia 7 de dezembro.

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o 3º da esquerda para a direita), ao lado do advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico da entidade, participando da 1ª rodada de negociação com a Comissão Negociadora do MINASPETRO (à direita), na sede do Sindicato patronal, em Belo Horizonte, no dia 29 de novembro.


     A exemplo do que aconteceu em anos anteriores, o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG vem participando das negociações com o MINASPETRO juntamente com os outros Sindicatos de frentistas de Minas Gerais e com a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (FENEPOSPETRO).

     Assim, estão atuando em conjunto, com pauta unificada, as seguintes entidades que representam os empregados dos postos de combustíveis do Estado: SINTRAPOSTO-MG (que representa os frentistas de Juiz de Fora e Região); FENEPOSPETRO (que representa os frentistas onde não há base territorial de Sindicato da categoria); Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Belo Horizonte e Região; Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Uberaba e Região; Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Lava-Rápido e Troca de Óleo do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba e Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis de Poços de Caldas e Região.


Condomínio vai pagar multa de R$ 1.125,52 a cada funcionário por atrasar salários

     Logo após tomar conhecimento de que os funcionários do Condomínio Residencial Bela Vista estavam sem receber salários havia 30 dias, o Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora - SINDEDIF-JF pediu ao Ministério do Trabalho para mediar uma reunião entre a entidade e o condomínio a fim de se tentar encontrar uma solução imediata para o problema.

     Foi realizada, então, na sede da GRTE/JF (Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Juiz de Fora), uma reunião entre o Sindicato e o condomínio, a qual foi mediada pelo Chefe do Setor de Relações do Trabalho daquela GRTE, Sérgio TatsuoNagasawa, que conseguiu uma composição entre as partes. Pelo acordo, o Sindicato concedeu prazo de 15 dias para o condomínio regularizar a situação.

     Como a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria prevê multa no valor de um dia de salário por cada dia de atraso, a ser paga pelo empregador a cada empregado que sofreu atraso em seu salário, e tendo em vista que houve atraso de 30 dias nos salários de agosto e de 5 dias nos de setembro, num total de 35 dias, o valor da multa chegou ao montante de R$ 1.125,52 para cada funcionário.

     Na reunião, a síndica, munida de documentos, comprovou que o condomínio vem enfrentando grandes dificuldades financeiras, o que levou o Sindicato a aceitar o pedido patronal de parcelamento do valor da multa. Assim, a quitação será feita em 10 parcelas, a serem pagas diretamente na folha de pagamento, sendo que a primeira parcela já foi paga juntamente com o salário de outubro/2016.   

     O advogado do SINDEDIF-JF, João Batista de Medeiros, que participou da reunião juntamente com o diretor da entidade, Francisco de Assis dos Santos Passos, esclareceu que “o condomínio já colocou em dia o pagamento dos salários dos seus funcionários”.


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