Novembro de 2016
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Sindicatos realizam 1ª reunião da campanha salarial dos trabalhadores dos condomínios

      A campanha salarial dos empregados dos condomínios de Juiz de Fora, iniciada em outubro, já teve a sua primeira rodada de negociação.

     Embora a data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria ainda esteja um pouco distante (1º de janeiro), o Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora - SINDEDIF-JF, que representa esses trabalhadores, e o Sindicato dos Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira, que representa a classe patronal, resolveram se reunir mais cedo, tal como aconteceu no ano passado, pois também desta vez, as duas entidades estão querendo que o processo de negociação salarial seja mais ágil.     

     Assim, na tarde do dia 11 de novembro, na sede da entidade trabalhista, aconteceu a primeira reunião da negociação coletiva de 2017. Como se recorda, no ano passado, a campanha salarial da classe teve a sua primeira rodada de negociação no dia 10 de novembro.

     Na primeira reunião da negociação coletiva de 2017, o SINDEDIF se fez representar por seu presidente, Luiz José da Silva, pelo diretor Francisco de Assis dos Santos Passos e pelo advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico da entidade. E o Sindicato patronal estava representado por sua presidente, Sheila Rakauskas Pereira da Costa, e pelo advogado Cristiano Tostes.

     Os representantes dos trabalhadores e os da classe patronal debateram diversos assuntos de interesse dos trabalhadores e dos empregadores, sendo que o Sindicato patronal examinou cada um dos pedidos constantes da pauta de reivindicações que lhe foi encaminhada pelo SINDEDIF-JF, mas as duas entidades não chegaram a um acordo sobre o índice de reajuste a ser aplicado aos salários dos trabalhadores a partir de 1º de janeiro de 2017 e nem sobre o novo valor do tíquete-alimentação.

       Nova reunião deverá ser realizada em dezembro.

    Segundo Luiz, o fechamento de um bom acordo com o Sindicato patronal depende fundamentalmente da união e do apoio da categoria. Por isso, ele voltou a pedir o respaldo dos trabalhadores: “Neste momento em que estamos iniciando a negociação coletiva com o Sindicato patronal para renovação da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, quando então os salários dos trabalhadores representados por este Sindicato serão reajustados, vale reafirmar que é muito importante a união total e consistente dos trabalhadores em torno da direção do Sindicato, participando ativamente da luta da entidade e apoiando a nossa atuação perante o Sindicato patronal, para que possamos conseguir melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para toda a categoria”.


Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora - SINDEDIF-JF
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Avenida Getúlio Vargas, nº 828, sala 603, Centro - Juiz de Fora - MG - Telefone 0(xx)32-3215-9461

O CLAMOR DOS TRABALHADORES
(CONTINUAÇÃO DA PÁGINA 1)

     A carga tributária brasileira é uma das mais pesadas do mundo e vem crescendo de maneira contínua e assustadora. Era de 22,39% do PIB em 1986, passou para 29,91% em 1990, para 30,03% em 2000, para 34,4% em 2010, para 36,02% em 2011 e para 36,27% em 2012.

     Há seis anos, ou seja, em 2010, o Brasil já possuía a mais alta carga tributária em comparação com os demais países da América Latina.

     A carga pesada dos impostos e tributos vem aumentando cada vez mais e, se nenhuma medida concreta for adotada para conter esse avanço, chegaremos aos 40% de impostos em relação ao PIB no final desta década.  

     E o pior é que temos carga tributária de países de primeiro mundo e serviços públicos de países de terceiro mundo (países pobres), sendo que o Brasil não é um país pobre.

     Diversos estudos mostram e comprovam a péssima qualidade dos serviços públicos oferecidos no Brasil, em comparação com outros países.

     Entre os 30 países de maior carga tributária do mundo, o Brasil é o que oferece o menor retorno em serviços públicos de qualidade.

     Muitos países têm carga tributária menor que a do Brasil e oferecem serviços públicos de qualidade muito maior que a qualidade dos serviços públicos oferecidos pelo Brasil.

     Como se tudo isso já não bastasse, ainda existem neste País os maus empregadores que exploram covardemente o suor de seus empregados. Aqui tem muita gente considerada “boa” que comete esse pecado horrível que tem muito a ver com o caráter da pessoa. Tem muita gente que explora impiedosamente o trabalho dos outros, gente de mau caráter que não paga os devidos direitos trabalhistas a seus empregados, gente covarde que retém o salário do pobre trabalhador, gente desumana que pratica injustiça social.

     Gente, isso é muito sério e grave. Várias citações bíblicas deixam bem claro que é pecado não pagar o salário devido a um trabalhador ou uma trabalhadora. E esta injustiça clama diante do altar do Altíssimo. Isso está nas Escrituras Sagradas: “Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos.” (Tiago 5:4). O salário não pago, ou pago a menor, clama por justiça diante do Trono de Deus, e o clamor dos trabalhadores entrou nos ouvidos do Todo Poderoso, que certamente condenará os exploradores do suor desses trabalhadores, porque “(...) Digno é o obreiro do seu salário” (1 Timóteo 5:18).

     Na Bíblia, o salário é tratado com muito respeito e seriedade. Mas no Brasil de hoje, o salário não tem sido levado a sério nem por alguns empresários e nem por alguns gestores públicos, que se dizem cristãos. Um dos pecados mais cometidos por muitos gestores públicos neste País é a mania de reter, ou não pagar o valor justo, ou atrasar os salários dos servidores públicos. Da mesma forma, muitos empresários, que se dizem cristãos, exploram seus empregados e cometem todo tipo de iniquidade trabalhista em busca da prosperidade. Cabe perguntar: será que um verdadeiro cristão pode prosperar em cima das costas do suor mal pago de pessoas mais pobres? Claro que não.

     E diante de tanta exploração, os trabalhadores e as trabalhadoras clamam por Justiça. Clamam por uma política de valorização do trabalho e dos trabalhadores. Clamam pela manutenção dos direitos sociais arduamente conquistados ao longo de mais de um século de lutas da classe trabalhadora. Clamam contra aumento de passagens de ônibus.

     Enfim, numa insatisfação generalizada, a classe operária clama contra o peso da carga tributária, clama contra a ineficiência da máquina pública e clama contra a corrupção que domina o sistema. 

     O clamor dos trabalhadores já entrou nos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Agora, precisa entrar nos ouvidos dos integrantes do Congresso Nacional e dos governantes. Eles precisam ouvir o clamor dos trabalhadores brasileiros. Afinal, o povo não elegeu congressistas e governantes para lhe trazerem prejuízos. Muito pelo contrário. O que se espera dos congressistas e governantes eleitos pelo povo é que ouçam os clamores desse povo e olhem com mais carinho e atenção os anseios e as expectativas da maioria da população, que precisa avançar numa justa política de valorização do trabalho e dos trabalhadores. 

A DIRETORIA


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