Outubro de 2013
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Começa a campanha salarial dos
trabalhadores dos condomínios,
administradoras e “shoppings”

     O Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora (SINDEDIF-JF) realizou Assembleia Geral da categoria no dia 17 de outubro, abrindo assim a campanha salarial da classe, cuja data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria) é 1º de janeiro.
     Isso significa que já vem aí novo aumento salarial para os empregados dos condomínios comerciais e residenciais, dos “shoppings centers” e das administradoras de imóveis e de condomínios de Juiz de Fora. “Dentro em breve, ou seja, a partir de 1º de janeiro de 2014, estaremos iniciando a negociação coletiva com o Sindicato patronal para renovação da nossa Convenção, quando então os salários dos trabalhadores representados pelo SINDEDIF-JF serão reajustados” – informou o presidente da entidade, Luiz José da Silva.
     Durante a assembleia, Luiz lembrou que “os trabalhadores não organizados em Sindicato recebem apenas o salário mínimo vigente no Brasil, hoje fixado em R$ 678,00, enquanto os empregados que têm Sindicato recebem mais do que o salário mínimo, justamente porque têm Sindicato, já que, por terem Sindicato, eles têm direito ao piso salarial da classe, que geralmente é superior ao salário mínimo”.
     Para Luiz, “se não existissem outras razões, bastaria este motivo para justificar a utilidade e a importância do Sindicato”.
     Segundo o sindicalista, “na verdade, são vários os aspectos que mostram que o Sindicato é muito importante na luta dos trabalhadores por melhorias salariais e por melhores condições de vida e de trabalho, mas não há dúvida de que o mais importante de todos esses aspectos é justamente este: o salário recebido por trabalhadores que têm Sindicato, o qual é sempre superior ao salário mínimo”.
     Em seguida, Luiz acrescentou: “No nosso caso, por exemplo, o piso salarial dos funcionários dos condomínios comerciais, dos shoppings e das administradoras é de R$ 790,43, sendo, portanto, R$ 112,43 a mais do que o salário mínimo, que é de R$ 678,00. Assim, os empregados dos condomínios comerciais, shoppings e administradoras ganham mensalmente R$ 112,43 a mais do que recebem os empregados que ganham salário mínimo. Isso por mês! Vale a pena calcular quanto isso dá em 12 meses (período de vigência da Convenção que garante este piso salarial aos empregados representados por este Sindicato). São 13 salários (12 durante o ano + o 13º), além do pagamento das férias e do depósito mensal do FGTS. Só nos 13 salários a diferença é a seguinte: os empregados dos condomínios comerciais, shoppings e administradoras recebem R$ 1.461,59 a mais do que recebem os empregados que ganham salário mínimo. Vale repetir: isso só nos 13 salários do ano, sem contar as férias e o FGTS”.
     O sindicalista, entretanto, fez questão de esclarecer que “o piso salarial não é uma liberalidade ou generosidade de nenhum patrão, mas sim uma conquista do Sindicato trabalhista”.
      Conforme Luiz, “se a entidade trabalhista não conseguir, através da luta sindical, melhorias salariais para os seus trabalhadores, os patrões não serão tão bonzinhos a ponto de conceder reajustes salariais a seus empregados de livre e espontânea vontade. Claro que não”.
     Luiz explicou que “os Sindicatos trabalhistas, de modo geral, batalham bastante, na mesa de negociação com o Sindicato patronal, para conseguir melhores salários e melhores condições de vida e de trabalho para os seus trabalhadores. E, por fim, após muitas dificuldades, os Sindicatos trabalhistas conquistam, a duras penas e com muita luta, os reajustes salariais tão desejados pelos trabalhadores”.
     Em seguida, o sindicalista acrescentou: “O trabalhador ou a trabalhadora tem que ter consciência de que reajuste salarial não cai do céu, não. E não é presente ou bondade de nenhum patrão. É conquista do Sindicato”.
     Por isso, Luiz ressaltou que “todos os empregados dos condomínios, das administradoras e dos shoppings da Cidade têm o dever de apoiar a direção da entidade nesta hora difícil, quando o Sindicato trabalhista inicia novo processo de negociação com o Sindicato patronal objetivando a obtenção de um bom acordo salarial para a categoria”.
     De acordo com o sindicalista, “os trabalhadores e as trabalhadoras precisam se unir em torno da direção do Sindicato de maneira total e consistente, para o próprio bem deles mesmos, pois só assim a nossa campanha salarial, que está começando agora, poderá ser coroada de pleno êxito. Afinal, só a união faz a força, e é dela que estamos sempre precisando, principalmente durante a nossa campanha salarial”.
     Os trabalhadores presentes à assembleia elaboraram, discutiram e aprovaram a pauta de reivindicações a ser negociada com o Sindicato patronal e, atendendo ao apelo de Luiz, manifestaram total apoio à diretoria do Sindicato trabalhista na luta por melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para toda a categoria.

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