Outubro de 2014
página 4
 
 
Começa a campanha salarial dos trabalhadores
dos condomínios, administradoras e “shoppings”

     O Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora (SINDEDIF-JF) realizou Assembleia Geral da categoria no dia 24 de outubro, dando início, assim, à campanha salarial da classe, cuja data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria) é 1º de janeiro.

     Isso significa que já vem aí novo aumento salarial para os empregados dos condomínios comerciais e residenciais, dos “shoppings centers” e das administradoras de imóveis e de condomínios de Juiz de Fora. “Dentro em breve, estaremos iniciando a negociação coletiva com o Sindicato patronal para renovação da nossa Convenção, quando então os salários dos trabalhadores representados pelo SINDEDIF-JF serão reajustados” – informou o presidente da entidade, Luiz José da Silva.

     Durante a assembleia, Luiz lembrou que “os trabalhadores não organizados em Sindicato recebem apenas o salário mínimo vigente no Brasil, hoje fixado em R$ 724,00, enquanto os empregados que têm Sindicato recebem mais do que o salário mínimo, justamente porque têm Sindicato, já que, por terem Sindicato, eles têm direito ao piso salarial da classe, que geralmente é superior ao salário mínimo”.

     Para Luiz, “se não existissem outras razões, bastaria este motivo para justificar a utilidade e a importância do Sindicato”.

      Segundo o sindicalista, “na verdade, são vários os aspectos que mostram que o Sindicato é muito importante na luta dos trabalhadores por melhorias salariais e por melhores condições de vida e de trabalho, mas não há dúvida de que o mais importante de todos esses aspectos é justamente este: o salário recebido por trabalhadores que têm Sindicato, o qual é sempre superior ao salário mínimo”.

     Em seguida, Luiz acrescentou: “No nosso caso, por exemplo, ou melhor, no caso dos funcionários dos condomínios comerciais, shoppings e administradoras, o piso salarial da classe é de R$ 853,66, sendo, portanto, R$ 129,66 a mais do que o salário mínimo vigente no País. Acontece que este ano o Sindicato conseguiu também para os trabalhadores dos condomínios, administradoras e shoppings um tíquete-alimentação no valor mínimo de R$ 80,00. Assim, a remuneração desses trabalhadores, incluindo o valor do tíquete-alimentação, é de R$ 933,66, sendo, portanto, R$ 209,66 a mais do que o salário mínimo”. E Luiz fez questão de ressaltar: “Sim, é isso mesmo! E por mês!”

O presidente do SINDEDIF-JF, Luiz José da Silva (à esquerda),
entregando brinde ao trabalhador Antônio Constâncio de Lima,
um dos ganhadores do sorteio realizado durante a assembleia.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Empregados dos condomínios comerciais,
shoppings e administradoras recebem R$ 2.725,58 a mais

     Segundo o sindicalista, “vale a pena calcular quanto essa diferença dá em 12 meses” (período de vigência da Convenção Coletiva de Trabalho que garante os valores do piso salarial e do tíquete-alimentação aos empregados representados pelo SINDEDIF-JF). Luiz lembra que “são 13 salários e tíquetes (12 durante o ano e mais o 13º salário), além do pagamento das férias e do depósito mensal do FGTS”.

     Fazendo as contas, Luiz concluiu que “enquanto os trabalhadores que recebem salário mínimo ganham R$ 9.412,00 por ano, já que esse é o produto da multiplicação do atual valor do salário mínimo por 13, os empregados dos condomínios comerciais, shoppings e administradoras de Juiz de Fora recebem R$ 12.137,58 por ano, pois esse é o produto da multiplicação do atual valor da remuneração dos funcionários dos condomínios comerciais, shoppings e administradoras por 13, o que representa o montante de R$ 2.725,58 a mais, graças à luta do Sindicato”.

     Em seguida, o sindicalista assinalou: “Sim, é isso mesmo! Só nos 13 salários e tíquetes, a diferença é a seguinte: os empregados dos condomínios comerciais, shoppings e administradoras recebem R$ 2.725,58 a mais do que recebem os empregados que ganham salário mínimo. Vale repetir: isso só nos 13 salários e tíquetes do ano, sem contar as férias e o FGTS”.

     O sindicalista fez questão de esclarecer que “o piso salarial não é uma liberalidade ou generosidade de nenhum patrão, mas sim uma conquista do Sindicato trabalhista”.

     Conforme Luiz, “se a entidade trabalhista não conseguir, através da luta sindical, melhorias salariais para os seus trabalhadores, os patrões não serão tão bonzinhos a ponto de conceder reajustes salariais a seus empregados de livre e espontânea vontade. Claro que não”.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Trabalhadores aprovam pauta de reivindicações
e ganham brindes

Luiz explicou que “os Sindicatos trabalhistas, de modo geral, batalham bastante, na mesa de negociação com o Sindicato patronal, para conseguir melhores salários e melhores condições de vida e de trabalho para os seus trabalhadores. E, por fim, após muitas dificuldades, os Sindicatos trabalhistas conquistam, a duras penas e com muita luta, os reajustes salariais tão desejados pelos trabalhadores”.

     Em seguida, o sindicalista acrescentou: “O trabalhador ou a trabalhadora tem que ter consciência de que reajuste salarial não cai do céu, não. E não é presente ou bondade de nenhum patrão. É conquista do Sindicato”.

     Por isso, Luiz ressaltou que “todos os empregados dos condomínios, das administradoras e dos shoppings da Cidade têm o dever de apoiar a direção da entidade nesta hora difícil, quando o Sindicato trabalhista inicia novo processo de negociação com o Sindicato patronal objetivando a obtenção de um bom reajuste salarial e outros novos benefícios para a categoria”.

     De acordo com o sindicalista, “os trabalhadores e as trabalhadoras precisam se unir em torno da direção do Sindicato de maneira total e consistente, para o próprio bem deles mesmos, pois só assim a nossa campanha salarial, que está começando agora, poderá ser coroada de pleno êxito. Afinal, só a união faz a força, e é dela que estamos sempre precisando, principalmente durante a nossa campanha salarial”.

     Os trabalhadores presentes à assembleia elaboraram, discutiram e aprovaram a pauta de reivindicações a ser negociada com o Sindicato patronal e, atendendo ao apelo de Luiz, manifestaram total apoio à diretoria do Sindicato trabalhista na luta por melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para toda a categoria.

    Antes do encerramento da assembleia, foram sorteados brindes para os trabalhadores presentes, os quais foram entregues por Luiz aos ganhadores.

2011 © Direitos reservados Jornal O Combate    -    web por: GFT artes gráficas