Outubro de 2015
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Começa a campanha salarial do pessoal dos condomínios, administradoras e “shoppings”

     O Sindicato dos Empregados em Edifícios e nas Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora (SINDEDIF-JF) realizou Assembleia Geral da categoria no dia 21 de outubro, dando início, assim, à campanha salarial da classe, cuja data-base (ocasião de reajuste salarial e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria) é 1º de janeiro.

     Isso significa que o SINDEDIF-JF já começou os preparativos para a luta por novo aumento salarial e outros benefícios para os empregados dos condomínios comerciais e residenciais, dos “shoppings centers” e das administradoras de imóveis e de condomínios de Juiz de Fora. “Dentro em breve, estaremos iniciando a negociação coletiva com o Sindicato patronal para renovação da nossa Convenção, quando então os salários dos trabalhadores representados pelo SINDEDIF-JF serão reajustados” – informou o presidente da entidade, Luiz José da Silva.

     Em seguida, o sindicalista acrescentou: “O trabalhador ou a trabalhadora tem que ter consciência de que reajuste salarial não cai do céu, não. E não é presente ou bondade de nenhum patrão. É conquista do Sindicato”.

     Por isso, Luiz ressaltou que “todos os empregados dos condomínios, das administradoras e dos shoppings da Cidade têm o dever de apoiar a direção da entidade nesta hora difícil, quando o Sindicato trabalhista inicia novo processo de negociação com o Sindicato patronal objetivando a obtenção de um bom reajuste salarial e outros novos benefícios para a categoria”.

     De acordo com o sindicalista, “os trabalhadores e as trabalhadoras precisam se unir em torno da direção do Sindicato de maneira total e consistente, para o próprio bem deles mesmos, pois só assim a nossa campanha salarial, que está começando agora, poderá ser coroada de pleno êxito. Afinal, só a união faz a força, e é dela que estamos sempre precisando, principalmente durante a nossa campanha salarial”.

     Os trabalhadores presentes à assembleia elaboraram, discutiram e aprovaram a pauta de reivindicações a ser negociada com o Sindicato patronal e, atendendo ao apelo de Luiz, manifestaram total apoio à diretoria do Sindicato trabalhista na luta por melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para toda a categoria.

“Piso salarial não é generosidade de patrão, é conquista do Sindicato” – destaca Luiz

     Durante a assembleia, o presidente do SINDEDIF-JF lembrou que “os trabalhadores não organizados em Sindicato recebem apenas o salário mínimo vigente no Brasil, hoje fixado em R$ 788,00, enquanto os empregados que têm Sindicato recebem mais do que o salário mínimo, justamente porque têm Sindicato, já que, por terem Sindicato, eles têm direito ao piso salarial da classe, que geralmente é superior ao salário mínimo”.

     Para Luiz José da Silva, “se não existissem outras razões, bastaria este motivo para justificar a utilidade e a importância do Sindicato”.

      Segundo o sindicalista, “na verdade, são vários os aspectos que mostram que o Sindicato é muito importante na luta dos trabalhadores por melhorias salariais e por melhores condições de vida e de trabalho, mas não há dúvida de que o mais importante de todos esses aspectos é justamente este: o salário recebido por trabalhadores que têm Sindicato, o qual é sempre superior ao salário mínimo”.

     Em seguida, Luiz acrescentou: “No nosso caso, por exemplo, ou melhor, no caso dos funcionários dos condomínios comerciais, shoppings e administradoras, o piso salarial da classe é de R$ 921,95, sendo, portanto, R$ 133,95 a mais do que o salário mínimo vigente no País. Acontece que em 2014 o Sindicato conseguiu para esses trabalhadores um tíquete-alimentação que atualmente tem o valor mínimo de R$ 86,40. Assim, a remuneração desses trabalhadores, hoje, incluindo o valor do tíquete-alimentação, é de R$ 1.008,35, sendo, portanto, R$ 220,35 a mais do que o salário mínimo”. E Luiz fez questão de ressaltar: “Sim, é isso mesmo! E por mês!”

     O sindicalista fez questão de esclarecer que “o piso salarial não é uma liberalidade ou generosidade de nenhum patrão, mas sim uma conquista do Sindicato trabalhista”.

     Conforme Luiz, “se a entidade trabalhista não conseguir, através da luta sindical, melhorias salariais para os seus trabalhadores, os patrões não serão tão bonzinhos a ponto de conceder reajustes salariais a seus empregados de livre e espontânea vontade. Claro que não”.

     Luiz explicou que “os Sindicatos trabalhistas, de modo geral, batalham bastante, na mesa de negociação com o Sindicato patronal, para conseguir melhores salários e melhores condições de vida e de trabalho para os seus trabalhadores. E, por fim, após muitas dificuldades, os Sindicatos trabalhistas conquistam, a duras penas e com muita luta, os reajustes salariais tão desejados pelos trabalhadores”.   

Sindicalista espera que decisão da Justiça que beneficiou frentista “sirva de exemplo”

     Ao tomar conhecimento do resultado do processo que beneficiou o frentista Isaías Inácio de Oliveira (ver matéria na primeira página), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, disse esperar “que essa justa e correta decisão da Justiça sirva de exemplo e tenha um valor pedagógico, contribuindo para que outros postos de combustíveis tomem as devidas providências no sentido de oferecer a seus empregados um bom ambiente de trabalho, adotando, inclusive, as tão necessárias medidas preventivas de segurança”.

     De acordo com Guizellini, “os postos de combustíveis precisam proporcionar aos seus empregados um mínimo de segurança no local de trabalho para minimizar o risco da atividade, pois os frentistas não podem ficar constantemente expostos a potencial risco de serem roubados”.

     No caso de Isaías, o sindicalista salienta que “não há dúvida de que houve grave ofensa à sua integridade física, psíquica e moral, em face do temor a que ele ficou constantemente exposto, sendo que cabe lembrar também a situação de terrível stress a que uma pessoa é submetida nesses casos, haja vista tratar-se de estabelecimento alvo de notória onda de assaltos que vem aterrorizando a nossa Cidade, o que justifica perfeitamente o procedimento do trabalhador de se afastar do trabalho e pedir à Justiça a declaração da rescisão indireta”.

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