Setembro de 2012
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SINTRAPOSTO inicia campanha salarial

A foto (do Arquivo deste jornal) mostra reunião de negociação passada, na sede do MINASPETRO, em Belo Horizonte, aparecendo, à esquerda, integrantes da Comissão Negociadora do Sindicato patronal, e, à direita, os representantes do SINTRAPOSTO, Paulo Guizellini (presidente) e Luiz Geraldo Martinho (diretor-secretário)

      O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG (que representa os empregados dos postos de gasolina, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens da Cidade e da Região) realizou Assembleia Geral Extraordinária no dia 24 de setembro, abrindo, assim, a campanha salarial da categoria, cuja data-base (ocasião de reajuste salarial) é 1º de novembro.
     Durante a assembleia, os trabalhadores elaboraram, discutiram e aprovaram por unanimidade a pauta de reivindicações a ser negociada com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO) e manifestaram total apoio à diretoria do Sindicato trabalhista na luta por melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para toda a categoria.
     O presidente do SINTRAPOSTO, Paulo Guizellini, dirigindo a assembleia, agradeceu a participação e o apoio dos presentes e ressaltou que “todos os companheiros trabalhadores, inclusive os que não puderam comparecer à assembleia, têm o dever de apoiar a direção deste Sindicato nesta hora difícil em que estamos abrindo a nossa campanha salarial de 2012 para iniciarmos brevemente novo processo de negociação com o Sindicato patronal objetivando a obtenção de um bom acordo salarial para a importante classe profissional representada pelo SINTRAPOSTO”.
     Logo depois, Guizellini afirmou: “Nós, trabalhadores, como sempre, estamos esperando, mais uma vez, que o Sindicato patronal tenha bom senso e sensibilidade na mesa de negociação para compreender o sofrimento da nossa categoria diante da defasagem salarial”.
     Em seguida, o sindicalista acrescentou: “Por isso, estamos aguardando que o MINASPETRO nos conceda um reajuste salarial capaz de eliminar as perdas salariais decorrentes da inflação e garantir um ganho real para aliviar um pouco o sofrimento da nossa laboriosa categoria profissional”.
     Guizellini explicou que o prazo de vigência da atual Convenção Coletiva de Trabalho da categoria é de dois anos, ou seja, entre 01/11/2011 e 31/10/2013, sendo que haverá nova negociação coletiva na próxima data-base (1º de novembro de 2012) para tratar apenas das cláusulas econômicas (reajuste salarial, cesta básica de alimentos e Participação nos Lucros e Resultados das empresas), além do prazo de vigência do “salário de ingresso”, que o SINTRAPOSTO quer eliminar.
     Este quarto item (“salário de ingresso”) vai ser incluído na pauta da próxima negociação coletiva porque na reunião realizada no dia 13 de abril de 2012, na sede da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora (Ministério do Trabalho e Emprego), quando o SINTRAPOSTOMG e o MINASPETRO, após seis rodadas de negociação, finalmente celebraram a atual Convenção, o mediador José Tadeu de Medeiros Lima, Chefe do Setor de Relações do Trabalho da GRTE-JF, diante da proposta do SINTRAPOSTO de extinção do “salário do ingresso”, propôs a redução do prazo de vigência do mesmo, que hoje é de 90 dias, e o MINASPETRO aceitou incluir na Convenção o compromisso de tratar deste assunto na próxima data-base. O “salário de ingresso” (cujo valor, hoje, é de R$ 655,24, enquanto o valor do salário básico da classe é de R$ 670,00) só pode ser pago aos trabalhadores que nunca pertenceram à categoria.
     Ao encerrar a assembleia, Guizellini informou que o SINTRAPOSTO vai encaminhar ao MINASPETRO nos próximos dias a pauta de reivindicações a ser negociada com aquela entidade, bem como um ofício pedindo a marcação de uma reunião para negociação das propostas dos trabalhadores contidas na referida minuta aprovada pela categoria.
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SINTRAPOSTO comandou movimentação na busca de medidas de segurança para os frentistas

     Conforme “O Combate” já noticiou, o prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos, já sancionou a lei que proíbe a entrada ou a permanência de pessoa utilizando capacete ou qualquer objeto similar que dificulte ou impeça, parcial ou totalmente, a sua identificação facial em estabelecimentos comerciais, agências bancárias, casas lotéricas e postos de combustíveis localizados nesta Cidade. A íntegra dessa lei está no site deste jornal: www.ocombate.com.br
     O objetivo dessa proibição contida na Lei Municipal nº 12.632/12 é o  de inibir assaltos a esses estabelecimentos.     
     Pela lei, os comerciantes são obrigados a divulgar a determinação em caixa alta e negrito na entrada  dos estabelecimentos, sob pena de pagamento de multa no valor de R$ 200. Já os infratores, por sua vez, serão convidados a deixar o local e ainda poderão ser multados também em R$ 200.
     Guizellini considera “uma grande vitória do SINTRAPOSTO” a criação dessa lei. Segundo ele, “isso representa o coroamento de um trabalho sério e competente deste Sindicato na luta por medidas de segurança
para os frentistas”.
     De fato, como se recorda, na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Juiz de Fora na tarde de 23 de março de 2011, para debater a questão da onda de assaltos a postos de gasolina na Cidade, Guizellini deixou bem claro que o objetivo principal do SINTRAPOSTO, ao pedir a Audiência, foi o de conseguir junto à Câmara a criação de tal lei.
     Na ocasião, as Polícias Civil e Militar,  o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais MINASPETRO (Sindicato patronal) e o Ministério Público do Trabalho participaram da Audiência a convite do SINTRAPOSTO, que comandou toda a movimentação na busca de medidas de segurança para os frentistas.
     Além disso, várias reuniões para tratar do assunto também foram realizadas na Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora (Ministério do Trabalho e Emprego) a pedido do SINTRAPOSTO, que tomou a dianteira na luta por medidas protetivas para os frentistas, levando a sociedade organizada a debater a questão da onda de assaltos a postos de combustíveis em Juiz de Fora e buscar soluções para esse grave problema que há anos vem atormentando esta Cidade.

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