Setembro de 2013
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“Trabalhador deve buscar orientação do Sindicato antes de ser lesado” – diz Guizellini

     Em entrevista ao “O Combate”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, falou da necessidade de os trabalhadores estarem sempre antenados com o Sindicato da classe, acompanhando constantemente o trabalho da entidade na defesa dos interesses da categoria e buscando orientações sobre seus direitos.
     Guizellini acha muito importante que o trabalhador faça isso antes de ser prejudicado. “Os trabalhadores precisam buscar orientações do Sindicato antes de serem lesados por patrões inescrupulosos. Às vezes, um trabalhador ou uma trabalhadora chega à sede do Sindicato trazendo problemas que poderiam ter sido evitados. É lógico que nós nunca deixamos nem vamos deixar de ajudar o trabalhador a resolver seus problemas trabalhistas, mas um ditado antigo diz que ‘prevenir é melhor do que remediar’. Por isso, achamos que o trabalhador, antes de pedir demissão no emprego, assinar acordo com o patrão, mudar de função, diminuir ou aumentar a carga horária de trabalho, etc., deve primeiro se dirigir ao Sindicato, para ser esclarecido sobre seus direitos, e, assim, poder evitar tomar algum prejuízo” – aconselha o sindicalista.

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Frentistas conseguem aposentadoria especial e sofrem enormes prejuízos causados por patrões espertalhões

     Segundo Guizellini, o Sindicato tem tomado conhecimento de que muitos frentistas estão conseguindo aposentadoria especial e, por falta de informações e esclarecimentos, estão sofrendo enormes prejuízos causados por patrões espertalhões. Por esta e outras razões, Guizellini insiste: “É extremamente necessário e importante, para o próprio trabalhador, buscar orientação do Sindicato antes de se aposentar e antes de ser prejudicado por seu patrão”.
     Além disso, ainda de acordo com o sindicalista, os trabalhadores devem também acompanhar a atuação do Sindicato lendo os jornais e boletins que a entidade sempre distribui para eles, acessando o site do jornal O COMBATE (www.ocombate.com.br) e o blog do SINTRAPOSTO-MG (sintrapostomg.blogspot.com), telefonando e enviando e-mail para o Sindicato (3216-3181 e 3213-7565) e sintrapostomg@gmail.com) ou para O COMBATE (8845-2991 e ocombate.jm@gmail.com), ou indo à sede da entidade, na Rua Halfeld, nº 414, sala 609, Juiz de Fora, Centro. “Fazendo isso, os trabalhadores ficam a par de seus direitos e das novidades, bem como das melhorias que o Sindicato frequentemente conquista para os integrantes da categoria profissional representada pela entidade” – explica Guizellini.

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Empregado demitido no período de 30 dias antes da data-base tem direito a receber indenização

     Guizellini ressalta que há direitos trabalhistas que, por não serem divulgados com muita frequência, não são do conhecimento de muitos trabalhadores.
     Segundo o sindicalista, um desses direitos, que muitos trabalhadores desconhecem, é a indenização adicional, equivalente a um salário mensal do empregado, no caso de dispensa sem justa causa no período de trinta dias que antecede a data de sua correção salarial (data-base da categoria).
     Portanto, qualquer empregado representado pelo SINTRAPOSTO-MG tem direito a receber tal indenização se for demitido no período de 2 a 31 de outubro, já que a data-base da categoria é 1º de novembro, sendo que é contado o tempo do aviso prévio, mesmo indenizado, para efeito dessa indenização adicional. E se o empregado for demitido após esse período, ele tem direito a receber as diferenças salariais decorrentes do reajustamento coletivo dos salários da categoria. “Vale ressaltar que esses benefícios são destinados a todos os empregados demitidos sem justa causa, inclusive aqueles que têm menos de um ano de casa” – destaca Guizellini.

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Trabalhador com menos de um ano de serviço corre risco de ser prejudicado por empregador inescrupuloso

     Para o sindicalista, “o trabalhador precisa estar ligado ao Sindicato em todos os momentos, mas principalmente quando é demitido ou pede demissão tendo menos de um ano de serviço, pois no momento do acerto rescisório ele corre o risco de ser prejudicado por algum empregador inescrupuloso, já que nesses casos não é obrigatória a assistência do Sindicato ou do Ministério do Trabalho para homologação da rescisão do contrato de trabalho”.
     Segundo Guizellini, “é importante que quando for feita rescisão de contrato de trabalho com menos de um ano de serviço, o trabalhador se informe bastante no Sindicato, inclusive pedindo que seja conferido o cálculo das verbas rescisórias feito pela empresa, a fim de evitar sofrer prejuízos, pois um pouco de cautela não faz mal a ninguém”.
     Já em se tratando de rescisão de contrato de trabalho de empregado com mais de um ano de serviço, Guizellini ressalta que neste caso geralmente não acontece nenhum problema prejudicial ao trabalhador porque a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) obriga que a rescisão seja homologada no Sindicato, “e este, é claro, não deixa o trabalhador ser prejudicado” – frisa o sindicalista.
     De acordo com Guizellini, “o trabalhador deve sempre procurar orientação no Sindicato, para o seu próprio bem, pois assim ele conhecerá melhor seus direitos e saberá se defender melhor”.

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