Setembro de 2014
página 2
 
 
Número de assaltos a postos de gasolina já dobrou e só vai aumentando. Cadê as autoridades?

E cadê o MINASPETRO com as medidas de segurança que são da competência da classe patronal?

Dados da Polícia Militar mostram que aumentou assustadoramente o número de assaltos a postos de combustíveis em Juiz de Fora. No período de janeiro a agosto do ano passado, foram registrados 29 assaltos a esses estabelecimentos, enquanto no mesmo período de 2014 foram registrados 59 casos. Assim, só nos oito primeiros meses deste ano o número de ocorrências mais que dobrou.

Ao longo de todo o ano de 2013 foram registrados 42 assaltos a postos de gasolina na Cidade. Em 2014, apenas no período de janeiro a abril, foram registrados 32 casos. Isso significa que só nos quatro primeiros meses de 2014 o número de ocorrências já chegava a quase 80% do total registrado durante todo o ano passado. E como continuam a acontecer muitos assaltos a postos, não se tem nem ideia de qual será o total de ocorrências desse tipo ao final de 2014.

 Por isso, cabe perguntar: Cadê as autoridades responsáveis pela segurança pública? A segurança pública não é obrigação do Estado? Então, as autoridades têm que encontrar uma solução para esse grave problema. Esses assaltos têm que ser contidos. O número de roubos tem que, pelo menos, diminuir. AUMENTAR, JAMAIS! Mas desgraçadamente está aumentando cada vez mais. A bandidagem, com sua ousadia e seu atrevimento, está a desafiar a competência e a inteligência das autoridades responsáveis pela segurança pública. Isso não pode continuar. As autoridades têm de tomar alguma providência capaz de conter essa onda assustadora de assaltos. Com a palavra as autoridades responsáveis pela segurança pública de Minas Gerais.

 Cabe perguntar também: E AS MEDIDAS DE SEGURANÇA A CARGO DA CLASSE PATRONAL? O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO) não vai tomar nenhuma providência? O número elevado de sucessivos assaltos a mão armada a postos de combustíveis está a exigir urgentemente da classe patronal a imediata adoção de medidas protetivas que assegurem pelo menos um mínimo de segurança para os trabalhadores que prestam serviços nesses estabelecimentos. Afinal, tais medidas preventivas de segurança são da competência da classe patronal. Com a palavra, portanto, o Sindicato patronal (MINASPETRO).

 Roubos constantes põem em risco a vida dos trabalhadores e clientes dos postos

Em entrevista ao jornal “O Combate”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, disse que o Sindicato dos trabalhadores já fez e continua fazendo a sua parte. “Já promovemos diversas reuniões com o Sindicato patronal e com representantes da Polícia Militar, Polícia Civil e até da Polícia Rodoviária Federal para abordagem do assunto, na sede da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora e na Câmara Municipal desta Cidade. Já conseguimos até uma lei que proíbe o uso de capacete nos postos de combustíveis de Juiz de Fora para inibir assaltos a esses estabelecimentos. Infelizmente, porém, muitos postos ainda não estão cumprindo essa lei. Já elaboramos e encaminhamos ao Sindicato patronal uma minuta propondo a adoção de várias medidas preventivas de segurança. Agora mesmo, inclusive, no encontro quadrimestral que tivemos com o MINASPETRO, no dia 13 de junho, voltamos a propor medidas de segurança contra os assaltos que vêm aterrorizando os postos de combustíveis de Juiz de Fora, mas a resposta do Sindicato patronal mais uma vez foi negativa. Pelo visto, todo o nosso esforço no combate a esses crimes está sendo em vão, já que a onda de ocorrências desse tipo tem sido terrível e assustadora, sendo que o número de assaltos a postos em Juiz de Fora só vai crescendo, e de maneira alarmante” – afirma o sindicalista.

Para Guizellini, “esses dados são altamente preocupantes, pois se a escalada da violência contra frentistas continuar nesse ritmo acelerado e alarmante, teremos no final deste ano um horroroso crescimento no índice de assaltos a postos de combustíveis”. Para o sindicalista, “o pior é que esses dados mostram apenas as ocorrências registradas, mas a verdade é que acontecem outros assaltos que não são registrados porque nem sempre a Polícia é chamada para registrar a ocorrência”.

Guizellini se mostrou muito preocupado com a integridade física de todos os frentistas, mas principalmente daqueles que trabalham à noite, quando os assaltos são mais frequentes. “É enorme a minha preocupação com a ocorrência desse grande número de assaltos a postos de gasolina na Cidade, pois esses constantes roubos a mão armada estão pondo em risco a saúde e a vida dos trabalhadores, bem como dos transeuntes e clientes dos postos” – assinalou o sindicalista.

Ele salienta que “evidentemente os mais atingidos pelos assaltos são os frentistas, pois correm risco de perder a saúde física e mental, sofrendo agressões físicas e transtornos psíquicos, podendo perder até a vida, enquanto os donos de postos perdem apenas bens materiais, porque eles não estão lá, na linha de frente, para enfrentar os bandidos”.

Frentista pode receber indenização por causa de assalto

O sindicalista ressalta que os casos de transtornos psíquicos ou agressões físicas a frentistas, em decorrência de assalto, ficando comprovado o nexo causal, são considerados acidentes de trabalho, sendo obrigatória a emissão de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).

Guizellini lembra que “o posto de combustíveis não pode descontar do salário do frentista o valor do prejuízo causado à empresa pelo assaltante, pois a legislação vigente diz que o risco do empreendimento é do empregador. E dependendo do caso, o frentista pode até ter direito a receber indenização por danos morais e materiais em consequência de assalto”. Por isso, ele sugere a todos os frentistas assaltados no local de trabalho que se dirijam ao Sindicato, na Rua Halfeld, nº 414, sala 609, para a tomada de providências cabíveis.

Frentistas estão até pedindo demissão. E só não houve ainda morte de frentista em assalto por questão de muita sorte

Segundo Guizellini, “enquanto o Sindicato patronal e as instituições responsáveis pela segurança pública não tomarem medidas concretas e eficazes para conter essa onda de assaltos, a integridade física dos frentistas, transeuntes e clientes dessas empresas vai continuar desgraçadamente ameaçada”.

sindicalista ressaltou que “a insegurança nos postos de gasolina, principalmente à noite, por causa da onda de assaltos, tornou-se tão grande que alguns frentistas estão até pedindo demissão do emprego, com receio de serem vítimas de um mal maior, pois só não houve ainda morte de frentista em assalto a posto porque eles ainda estão tendo muita sorte, apesar de tudo”. Em seguida, Guizellini alertou: “Mas se os donos de postos de combustíveis e as autoridades responsáveis pela segurança pública não tomarem urgentemente providências capazes de conter essa onda de assaltos, daqui a pouco vamos começar a ver isso no noticiário local, desgraçadamente, porque os frentistas estão constantemente em perigo, correndo sério risco de morte por causa do aumento vertiginoso do número de assaltos a postos de gasolina”.

Por isso, o sindicalista considera extremamente importante a realização de um trabalho de parceria entre as autoridades, como a Polícia Militar, por exemplo, e os Sindicatos (o trabalhista e o patronal), com o propósito de evitar que novos assaltos aterrorizem os trabalhadores e prejudiquem os postos de combustíveis.

Pedindo providências à classe patronal e às instituições responsáveis pela segurança pública, Guizellini reafirmou a necessidade da adoção urgente de uma série de medidas eficientes e eficazes para inibir a ação de bandidos e potencializar a segurança nos postos de gasolina da Cidade.

2011 © Direitos reservados Jornal O Combate    -    web por: GFT artes gráficas