Trabalhadores precisam dar mais valor a seus Sindicatos – diz Guizellini

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Como se sabe, todos os trabalhadores organizados em Sindicato têm direito de receber os benefícios previstos na Convenção Coletiva de Trabalho da sua categoria profissional. A Convenção, que tem força de lei, é um documento firmado pelo Sindicato estabelecendo direitos e benefícios para os trabalhadores representados pela entidade.

Mas o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, em entrevista ao jornal “O Combate”, lembrou que “esses benefícios não são concedidos ‘de mão beijada’ pela classe patronal, mas sim conquistados pelo Sindicato através da luta sindical, que acarreta muitas despesas para a entidade trabalhista”.

Por isso, o sindicalista assinalou: “Sendo assim, é claro que os trabalhadores devem valorizar os seus Sindicatos, que precisam da participação (inclusive financeira) de todos eles, para que os Sindicatos possam se manter fortes e atuantes na defesa dos interesses da categoria”.

Segundo Guizellini, “já que o trabalhador desfruta dos benefícios conquistados para ele pelo seu Sindicato através da luta sindical, é muito justo que esse trabalhador também contribua para o pagamento das despesas que essa luta sindical acarreta para a entidade trabalhista”.

Continuando, Guizellini salientou: “Por outro lado, se o trabalhador se mostra egoísta e individualista, recusando-se a participar da luta coletiva dos trabalhadores ao deixar de contribuir com a entidade para o custeio das despesas da luta sindical, é muito injusto que ele se beneficie das vantagens conquistadas pelo Sindicato para os trabalhadores”.

Em seguida, o sindicalista acrescentou que isso faz lembrar uma poesia de autoria de Sílvio Romero (jornalista, advogado, poeta, professor, escritor e um dos membros-fundadores da Academia Brasileira de Letras) que diz assim: “Xô, passarinho! Saia fora do meu arrozal! Você não me ajudou a plantar, Você não me ajudou a colher! Você não me ajudou a aterrar, Nem me ajudou a cortar!” Agora, quer se aproveitar?…

Finalizando, Guizellini afirmou: “Todo trabalhador precisa receber salário para o sustento de si próprio e de sua família. Do mesmo modo, toda empresa precisa cobrar e receber pela prestação de seus serviços. O mesmo acontece com os Sindicatos. Eles precisam de dinheiro para a sua manutenção, pois têm muitas despesas. E o dinheiro para o sustento do Sindicato trabalhista tem que vir dos trabalhadores. Sendo Sindicato dos trabalhadores, é perfeitamente compreensível que os trabalhadores contribuam para a manutenção do mesmo, assim como os patrões contribuem para a manutenção do Sindicato patronal. Todos os trabalhadores precisam se conscientizar de que o Sindicato existe para assegurar os direitos dos trabalhadores e conquistar vários outros benefícios para os mesmos através dos Acordos Coletivos e das Convenções Coletivas de Trabalho que são negociadas todos os anos pela entidade trabalhista com os patrões. Direitos e benefícios trabalhistas não são bondades de ninguém. São conquistas dos Sindicatos trabalhistas através da sua luta diária e exaustiva, luta esta que tem um custo, que tem de ser assumido pelos próprios trabalhadores”.

 

 


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* Ainda sobre aquela fala absurda do presidente Jair Bolsonaro, que ao voltar a defender o armamento da população, fez uma interpretação completamente errada da Bíblia dizendo uma verdadeira heresia ao afirmar que Jesus Cristo “não comprou pistola porque não tinha” na época em que vivia, a qual foi divulgada por canais bolsonaristas na internet e aconteceu durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada no dia 15 de junho, cabe lembrar um fato histórico relatado pelas Escrituras Sagradas. Quando um destacamento de soldados com o seu comandante e os guardas dos judeus foram prender Jesus, o Divino Mestre avançou ao encontro deles e perguntou: “Quem procuram?” Eles responderam: “Jesus de Nazaré”. E todos recuaram e caíram por terra quando Jesus disse: “Sou eu!”. Bastaram duas palavras de Jesus para que todos os soldados e guardas, inclusive o comandante, caíssem no chão. O Filho de Deus não precisava de espadas e nem pistola para se defender porque ele sempre teve poder. Afinal, ele era (e é, porque vive eternamente) Deus! E era (e é) também o Príncipe da Paz. O Bom Pastor jamais usaria ou compraria uma arma, pois ele era (e é) amor e vida. Não dá nem para imaginar Jesus fazendo gesto de apontar arma de fogo para quem quer que seja. Ele não tinha e nem tem instinto assassino. Ele nunca quis matar ninguém. Pelo contrário, ele sempre desejou e continua querendo é salvar todas as pessoas, inclusive até o Bolsonaro, apesar da blasfêmia. Jesus é amor, perdão, paz, vida (e vida em abundância, vida eterna).

* Com a volta da inflação galopante, como é do conhecimento de todos, o arroz, o feijão, o óleo de soja e vários outros itens da cesta básica de alimentos estão custando os olhos da cara. A carne vermelha (comunista!) está com preço mais salgado do que a carne preparada por gente que erra a mão no sal.

* Outra coisa que está custando os olhos da cara, como todos sabem, é o gás de cozinha. Cabe lembrar que há cerca de três anos o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu reduzir pela metade o preço do gás em dois anos, ou seja, no máximo até no ano passado. Como o botijão de gás custava R$ 70,00 na época em que o ministro de Bolsonaro fez tal promessa, ou seja, em 2019, é óbvio que o seu preço deveria diminuir 50%, passando para R$ 35,00 em 2021. Não é mesmo? Mas o que aconteceu dois anos depois da promessa do ministro foi exatamente o contrário: ao invés de diminuir, o preço do botijão de gás aumentou exatamente R$ 35,00, passando para R$ 105,00 em várias localidades deste País. Isso no ano passado. Pois hoje o gás de cozinha está custando muito mais do que isso. Eu paguei R$ 110,00 no mês passado. Isso porque o pagamento foi em dinheiro. O vendedor disse que quando o pagamento é feito através de cartão o preço é maior. O povão está ficando sem gás no sentido figurado e também no sentido literal, haja vista que “o salário… ó…” (Royalties para o Professor Raimundo, personagem do inesquecível humorista Chico Anísio.)

JOÃO BATISTA DE MEDEIROS
Advogado e diretor do jornal “O Combate”