Campanha salarial dos frentistas

Sindicato quer agilizar negociação

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Representantes dos frentistas, entre os quais o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o 1º da direita para a esquerda), participando da 3ª reunião de negociação da pauta de reivindicações da categoria com a comissão negociadora do MINASPETRO (à esquerda), na sede do Sindicato patronal, em Belo Horizonte, no dia 13 de dezembro de 2023.

Conforme “O Combate” já informou em sua edição anterior, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais – MINASPETRO marcou para o próximo dia 7 de fevereiro a quarta reunião com as entidades sindicais que representam os empregados dos postos de combustíveis em Minas Gerais para continuação da negociação da pauta de reivindicações dos frentistas com vistas à celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Em entrevista ao jornal “O Combate”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, disse esperar que o processo de negociação seja mais ágil. “Esperamos que não haja mais delonga além da demora que já houve. A primeira rodada de negociação referente à data-base de 1º de novembro de 2023 aconteceu no dia 30 de outubro, a segunda no dia 21 de novembro e a terceira no dia 13 de dezembro. Tivemos, portanto, três reuniões, mas ainda não recebemos nenhuma proposta digna de aceitação. No que depender de nós, estamos prontos para colaborar, como sempre, para a agilização da negociação coletiva. E queremos crer que o Sindicato patronal também vai colaborar para isso. Mas cabe lembrar que a próxima reunião foi agendada pelo MINASPETRO para quase dois meses depois da última reunião” – afirmou o sindicalista.

Na negociação referente à campanha salarial dos frentistas de 2022, o MINASPETRO fechou acordo com as entidades sindicais em apenas 16 dias, após duas reuniões, mas isso foi uma exceção, pois a campanha salarial dos frentistas de Minas Gerais sempre demorou muito para ser concluída porque, segundo Guizellini, “o Sindicato patronal sempre arrastou durante vários meses o processo de negociação com as entidades sindicais que representam os frentistas neste Estado. Vale lembrar que a campanha salarial de 2021, por exemplo, durou quase oito meses”.

Mais informações sobre a campanha salarial dos frentistas podem ser obtidas na Secretaria do Sindicato, na Rua Halfeld, nº 414, sala 609, Centro de Juiz de Fora, ou pelos telefones (32) 3216-3181 e 3213-7565 ou pelo e-mail da entidade (sintrapostomg@gmail.com) ou também pelo WhatsApp (9-9817-5252).

 

“Demora prejudica tanto os trabalhadores quanto as empresas” – afirma sindicalista

Segundo Guizellini, a demora na negociação coletiva sempre prejudica tanto os trabalhadores quanto os empregadores. “Aliás, podemos dizer que prejudica até mais os empregadores do que os trabalhadores, pois quando a nova Convenção Coletiva de Trabalho é celebrada, os empregadores têm de pagar todas as diferenças salariais acumuladas desde a data-base da categoria, já que o aumento salarial tem efeito retroativo a 1º de novembro (data-base), o que evidentemente sobrecarrega financeiramente os patrões” – explica o sindicalista.

Guizellini lembra que “os trabalhadores, por sua vez, também são prejudicados pela demora do processo negocial, porque, assim, não recebem salários reajustados no tempo certo, ou seja, no mês seguinte à data-base”.

Mas o sindicalista ressalta que o prejuízo dos trabalhadores não é tão grande quanto o prejuízo da classe patronal, porque, quando a Convenção é celebrada, os trabalhadores, que vinham recebendo salários sem reajuste, ganham o aumento salarial e recebem todas as diferenças salariais acumuladas desde a data-base. “Isso às vezes chega a ser uma boa ‘bolada’, como se os trabalhadores tivessem feito uma caderneta de poupança para depósito do dinheiro correspondente ao reajuste salarial conquistado pelo Sindicato para a categoria” – frisa Guizellini.

Em seguida, ele salienta: “Mas a verdade é que o atraso da negociação coletiva sempre prejudica de alguma forma tanto os empregadores quanto os trabalhadores, razão pela qual achamos que tanto os Sindicatos trabalhistas quanto o Sindicato patronal precisam se empenhar ao máximo no sentido de que não haja demora na negociação para celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria”.

E Guizellini arremata: “Por isso, estamos dispostos, como sempre, a fazer tudo o que pudermos para a agilização da negociação referente à atual campanha salarial da categoria. De nossa parte, jamais haverá qualquer problema para que o processo de negociação com o Sindicato patronal seja mais ágil. E esperamos que a negociação seja agilizada. Mas vale lembrar que isso depende principalmente do Sindicato patronal, pois os Sindicatos trabalhistas sempre têm interesse em agilizar o processo negocial”.

 

 


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